CCXP 2015: Minha segunda vez na Comic Con Experience

Por Roberta Brum

9 de dezembro de 2015



Poderia resumir a CCXP em duas palavras e seria digno: foi épico. Mas, primeiramente sou gaúcha, então a CCXP foi tri legal. E em segundo lugar, gosto de escrever, então vai ter textão.

Eu fui. E pela segunda vez. Como é minha segunda vez no evento, tenho como parâmetro a edição passada, e posso ver tanto melhorias quanto estagnações. É um evento único e como tudo na vida, tem pontos positivos e negativos.

É o paraíso nerd. Mas um paraíso cheio de filas. E o capitalismo agradece: aquilo lá é um antro consumista. Se ouve e lê muito: "fiquei pobre". É cômico. Trágico. Tragicômico. Porque sim, é um evento caro e que demanda certo planejamento financeiro, principalmente para quem é de fora e precisa computar passagem, estadia, alimentação, transporte, etc. 

E os produtos lá são caros, até porque, tendo eu como parâmetro, fiquei babando em 90% das coisas e rezando para acertar e se culpando por não ter ao menos jogado na Mega, para poder levar para casa tudo. Minha amiga brinca, mas tem um fundo de verdade latente: tem que ser meio rico pra ser nerd. A Super fez uma matéria bem interessante sobre o investimento de ser cosplayer e de boa, não é nada barato. 
Assim, resumindo a CCXP: sobrou R$ 1 no bolso. Mas uma pobre com 01 pila no bolso mega feliz =D
Até porque porque livros, HQs, pôsteres e tal para mim são investimentos. São produtos de entretenimento, mas também culturais. Não vejo como gasto.

Outra característica: as eternas filas. Tem fila para entrar em loja. Tem fila para sair de loja. Tem fila pra pagar. Tem fila pra tirar foto em estande. Tem fila pra tirar foto com cosplay. É fila para comer, para ir ao banheiro, para comprar água. Tem fila para fazer fila. Falarei sobre isso adiante.






Mas é meu habitat natural e não trocaria por nada. Posso ter nerdgasms quando a Mulher Maravilha (a dona da porra toda) bloqueia o ataque do Doomsday sem ninguém me olhando estranho, posso comemorar aos berros quando saí cenas inéditas de Esquadrão Suicida sem ninguém me julgar, posso ficar conversando por horas sobre teorias de Game of Thrones com pessoas que não veem isso inútil e superficial, posso andar com meu balde do Stormtrooper (na cabeça ou não) sem me olharem como se tivesse nascido um terceiro olho no meio da minha testa. Não que eu não faça isso normalmente, só faço mais na surdina, mas é bom ter um espaço e em que tal comportamento não é o "diferente". É um ambiente em que me sinto totalmente confortável, à vontade, entre pares. É meu planeta e não queria sair de lá.

Em relação ao ano passado, peguei algumas manhas, principalmente para evitar filas e curtir mais a CCXP, aproveitando um número maior de atrações. Existem produtos exclusivos, desde colecionáveis, toy arts, pôsteres, HQs, e não só exclusivos, mas o que tem é mega disputado simplesmente por ser maravilhoso. Todo mundo quer, logo, a procura é intensa. Por exemplo, na sexta-feira, a NerdStore e a Pizii Toys tinham filas gigantescas. Eu queria camisetas da NerdStore e minha amiga o livro do Ozob; na Pizii e na Mundo Geek tinham colecionáveis exclusivos. A Mundo Geek tinha um toy da Gogo Yubari divino exclusivo que eu não consegui, pois não tinha mais.

Curtindo o evento, uma proposta interessante me chamou a atenção: a NerdStore expôs todos os produtos nas paredes do estande e disponibilizava uma tabelinha e um lápis que você anotava o código do produto que você queria e caso fosse vestuário, o tamanho e ia direto para a fila do caixa, que ocupava a maior parte do estande. Era possível se movimentar tranquilamente e ver os produtos. O problema era pagar mesmo, cuja fila não diminuía de tamanho, pelo contrário, só aumentava. Pensando nisso, selecionei o que queria na sexta, e no sábado foi o primeiro estande que visitei: vazio, vazio :)

A Panini e a Comix foram e são dois estandes que sempre estão cheios. Ano passado, fui tanto em Panini quanto Comix no sábado, o que se mostrou uma bela burrada: tinha fila para entrar, para andar dentro da loja e para pagar. Resumindo: comprei uns 6 HQs e demorei no total duas horas entre entrar na loja, escolher e pagar. Já manjando do paranauê, esse ano fui na sexta, dia igualmente cheio, mas transitável. Demorei pouco mais de 10 minutos.

Resumindo: na sexta visitei basicamente tudo e selecionei o que compraria. Vendo os estandes que estavam relativamente vazias, fui neles. Os lotados, marquei produtos e foram os primeiros lugar que fui no sábado, pegando os estandes vazios.


No sábado, após as compras, aproveitei para circular, participar das ações dos estandes, tirar foto de tudo, de bustos, estatuetas, action figures e principalmente cosplayers. No domingo, painel o dia inteiro. Não é questão de ser sistemática, mas sim de potencializar e muito meu aproveitamento do evento.

Tinha tanta coisa, mas tanta que obviamente não tem como descrever tudo. É tanta coisa que tu não sabe onde ir primeiro, o que fazer, então destacarei as que eu achei sensacionais: 

Sobre os estandes de estúdios e tal: Sony-Universal, Fox, Warner, Disney, Star Wars: fodásticos. Cada um com atrações melhores que o outro. Mega interativos.

A Warner trouxe as roupas da Mulher Maravilha, Batman e Superman. Além de uma sensacional cela tal qual a cela da Arlequina em Esquadrão Suicida, com direito a taco de beisebol, onde você poderia tirar e se não me engano, tinha um espaço no qual você poderia ser maquiado como se tivesse saído de uma briga (ou talvez era na Netflix, não lembro bem).



A Netflix sem dúvida é um dos melhores estandes: pessoal super alto astral, animado, sempre com um sorriso estampado no rosto, fora que as ações eram diversas. Tinha karaokê, no qual você poderia cantar músicas temas das séries originais do serviço, como What's Going On de Sense8 e You've Got The Time de OITNB. Um quiz sobre as séries originais e também um espaço para fotos que você "posava" ou com a Alex Vause ou com o Pablo Escobar, fora puffs onde você poderia descansar assistindo trechos das séries.


Sony-Universal foi o que mais participei: você se cadastrava e poderia jogar Angry Birds, dublar um trecho da animação e compartilhar com a galera em alguma rede social, tirar fotos no cenário de Orgulho, Preconceito e Zumbis, em referência a 5ª Onda havia um tiro ao alvo, cuja maior pontuação ganharia um PS4. De Inferno havia um desafio digno de Robert Langdon (tu é trancado com um grupo de participantes em um sala e tem 15 minutos para tentar resolver os enigmas apresentados e escapar). E Ghostbusters... Amor, apenas amor: um Ecto-1, a mochila de prótons e o traje <3 Você se equipava e tirava fotos.

Disney: meu maior arrependimento da CCXP foi não ter brincado no que para mim era a melhor atração da CCXP: a piscina de bolinha de Procurando Dory. Sério. A fila era composta por 90% de adultos e 10% de crianças.




Star Wars: além de R2D2 e Vader em tamanho real, possibilidade de assistir o trailer, tirar fotos com Stormtroopers, tinham dois photobooths, onde você poderia tirar fotos com sabres: um era azul e no outro booth era vermelho, escolhendo seu lado da força.


A Rubie's não é um estúdio, mas é referência e líder do mercado de fantasias e acessórios e tinha um estande super bacana, tinha foco Star Wars, tendo fantasia de tudo e todos: Vader, Maul, Phasma, Stormtrooper, etc.

Fora que todo estande praticamente tem um brinde: a Disney e presenteava com sacolas e ingressos exclusivos de Procurando Dory, a Sony com capas de almofadas de seus filmes, pôsteres, Angry Bird de pelúcia, uma bebida exótica (não alcoólica, claro), a Netflix com almofadas, camisetas, pôsteres, a Leya com bottom, a Aleph com poster, a praça de alimentação tinha copo exclusivo da CCXP, dentre muitos outros.

Tinha competição de Just Dance 2016, dublagem de Alvin e os Esquilos, a Marvel trouxe Hulk Buster e o Hulk, para citar outros.

Outro ponto relevante: é cansativo, afinal você percorre os 55 mil metros quadrados diversas vezes, então, prepare-se para dor nas pernas e pés, principalmente se for sedentário como eu. Meu BFF nesses três dias foram relaxantes musculares: Era chegar no hotel e tomar um Dorflexinho básico. 



Ou seja, não glamorizemos: não é perfeito. Nem perto disso. E por mais que a SDCC sirva de referência, não tem como comparar, tanto em estrutura quanto conteúdo. Mas isso não é desmerecer a CCXP, que é simplesmente fantástica dada suas condições e possibilidades, extrapolando e muito minhas expectativas, melhorando vários aspectos em relação ao ano passado.


Sim, temos a problemática das filas e do preço salgado, que são aspectos esperados, visto que eventos desse porte tem essa característica comum. Um exemplo comparativo: quando fui no show da Madonna, na MDNA Tour em Porto Alegre, uma garrafa de água de 300 mL custava R$ 15,00. Fila eu inverto a ótica: é chato esperar, mas é um ótimo lugar para fazer amigos. Na fila do Affonso Solano conheci um guri de uns 8 anos que dava um show em conteúdo e fez o tempo passar rapidinho. Mas continuando... As filas estavam mais organizadas em relação ao ano passado; apesar da espera ter sido em um estacionamento sem ventilação, foi melhor do que ficar abaixo de sol, como foi ano passado. A internet... Mesmo a 3G não ter sido exemplar, também funcionou melhor do que o ano passado. A praça de alimentação também teve um upgrade legal, com mais opções e lugares para sentar, o que diluiu as filas, diminuindo o tempo de espera substancialmente. O translado: se tem uma coisa que melhorou, foi nesse aspecto. A troca das vans pelo ônibus otimizou e muito o processo. Agilizou o transporte, diminui exponencialmente o tempo de espera e o tamanho das filas. Todo mundo aceitava cartão, amém Jesus, Jeová, Buda, Odin, ou seja qual for a divindade que tu crês. Ou não crê também.


E agora plantemos a treta: um ponto nevrálgico da CCXP são os painéis. E um dos mais polêmicos também. Polêmico porque o acesso não é exatamente democrático. Explicarei: quem entra não precisa sair. Esclarecei com um exemplo: na sexta-feira teve painel da Netflix com participação da Krysten Ritter e David Tennant a partir das 18h. Muitas whovians que queriam ver apenas o Tennant, entraram no primeiro painel, pela manhã, e não saíram mais. Ou seja, assistiram painéis que não eram sua prioridade, tomando lugar de quem realmente gostaria de assistir e perderam um tempo em que poderiam curtir outras atrações na CCXP. 

Nisto é importante levantar alguns aspectos: tem gente que dorme na fila. Se torna uma competição de quem chega mais cedo, de quem tem mais direito. Não é por ter chegado cedo, entrado no painel, que eu tenha algum mérito sobre os demais e que está tudo perfeito. Pelo contrário. Eu particularmente me nego a conceber um fato como dormir em uma fila como normal e algo a se vangloriar. Além da falta de empatia e egoísmo, afinal nem todo mundo consegue liberação do trabalho, consegue passagens em tempo hábil, fora questões familiares. Não é porque em San Diego é assim que aqui também deva ser assim. Transcendamos.

Valorizo a vontade de quem se dispõe a isso, mas minha "concordância" se limita a isto. Simplesmente não compactuo com a ideia de dormir em fila. Vejo como insensato, desnecessário e perigoso, em especial em um lugar ermo, com segurança mínima. Não entrarei nessa histeria coletiva da galerinha alucicrazy que vê como sensato e comum ser necessário dormir em um evento para conseguir lugar. Não é necessário esta radicalidade e ansiedade extrema. Cria uma ansiedade, e um certo descontrole e pânico desnecessário. Minha amiga (queria ver o painel do Misha Collins) e eu (queria ver o Frank Miller) chegamos às 07:40 e ambas entramos e conseguimos bons lugares no auditório.

Mas avancemos. Quem não consegue entrar na primeira leva, ao ficar na fila na esperança de entrar, perde horas preciosas de evento, pois não há certeza nenhuma que você entrará. Além, eu, como disse acima, vi painéis que não seriam de minha escolha livre, talvez tomando lugar de pessoas que teriam como prioridade tais painéis, mas que surpreendentemente foram ótimos (cito Creed e o da Warner). Menos o Gentili, que considero o mesmo tipo de humor que o Pânico. Mas dentre tanta coisa boa, foi um mero detalhe insignificante.

Neste sentido sinalizo algumas proposições enquanto melhoria: a) segmentar e delimitar melhor as atrações, aglutinando temas afins, por exemplo, um dia apenas de DC e Warner; b) aumentar o tamanho dos auditórios, afinal 2.300 lugares para 40/50K de pessoas não é uma proporção razoável; c) acredito que a logística, se bem delineada, suporta o esvaziamento do auditório depois de cada painel; d) finalizando, uma saída possível seria o pré-credenciamento como acontece em congressos dos mais variados tipos, limitando a participação por pessoa. Assim, todos teriam oportunidade de aproveitar uma parte vital da CCXP.

Este ano entrei em painel, coisa que não havia feito ano passado. E isto merece descrições detalhadas pois foi algo extremamente positivo. Acompanhei cinco painéis: Batman vs Superman, sessão especial de Creed, painel da Warner, Frank Miller e Jim Lee e Netflix com Ridiculous 6.

A sessão de Creed: não é um filme que eu normalmente assistiria. Assisti porque minha prioridade no dia era o painel do Frank Miller e para não perder lugar era necessário permanecer na sessão. E foi sem dúvida a maior surpresa que tive na CCXP. Não apenas o filme foi surpreendente bom, engraçado e emocionante ao mesmo tempo, mesmo sendo totalmente previsível, mas assistir na CCXP foi épico. Sério. Era algo surreal. Nossa interação com o filme foi algo inédito para mim. A galera aplaudindo, gritando, torcendo junto. Eu não sabia se as vozes eram nossas ou do próprio filme, de tão real que eram as situações. Nas lutas, quando Adonis levava ou dava golpes eram gritos de apoio e pesar, de "isso, porra!" e "droga". Três momentos me marcaram forte. Não tem palavras que descrevam, mas tentarei do mesmo jeito.

SPOILERS

Eu literalmente levei as mãos à cabeça quando Adonis levou um golpe e quase foi à lona na sua primeira luta profissional. Em outra cena, quando ele está treinando, correndo até a casa do Balboa, ao lado de um grupo de motociclistas, quase fui às lágrimas pela força e carga emotiva da cena: a música e a potência das palavras de Adonis foram do fora de série. E a principal: na luta na qual se resume o filme, contra o britânico Pretty Ricky. Ele leva um golpe do rival e cai, praticamente nocauteado (a cena em si é fantástica, o enquadramento, o slow motion, a sobreposição de vozes e imagens, o contraste do preto e branco com as cores). E a galera gritou a plenos pulmões e em uníssono: LEVANTA, LEVANTA, LEVANTA! E quando ele levantou não é preciso dizer que foi uma ovação e que também levantamos para aplaudir e comemorar. Fiquei arrepiada boa parte do filme. Foi insano e uma experiência que levarei pra vida.

Painel da Warner: fiquei com a mão ardendo de tanto aplaudir e sem voz de tanto gritar. Foram passados trailers de novas produções (Esquadrão Suicida, Batman V Superman, No Coração do Mar, How To Be Single e Caçadores de Emoção) e um vídeo que foi prometido como mindblowing e na hora realmente foi: os logos de todos os filmes da DC Comics foram revelados: desde Batman V Superman, os dois Ligas da Justiça, Wonder Woman, The Flash (já nomeando o Ezra), Aquaman, Suicide Squad, até Cyborg, Green Lantern Corps e Shazam.



Painel de Batman vs Superman: um spoiler que talvez seja mais uma confirmação de rumor. E algo que dependendo do que você considera spoiler, pode ser um spoiler leve. 


SPOILERS

Primeiramente, quem assistiu ao último trailer sabe que têm uma cena onde Superman está cara a cara com Batman e tira a máscara dele, revelando Bruce. Pois então, de acordo com o Michael Wilkinson, é um sonho. Isto porque Bruce está obcecado com o Superman e com o perigo que ele representa, no sentido de dominar o mundo e destruir o planeta (para mim não é bem uma surpresa, pois o Bruce ter pesadelos e ser atormentado e perturbado pelo passado é comum). E o segundo spoiler é em relação aos figurinos mesmo. O Batman terá três: o normal (de Cavaleiro das Trevas, que é a principal inspiração do Wilkinson), um mais esfarrapado (o do sonho, no qual simbolizaria o início da queda e também uma certa impotência e inferioridade dele perante o Superman) e o maxi-suit, que seria aquilo que é meio Hulk Buster, mais robusto e intimidador (palavras de Wilkinson), desenvolvido especialmente para enfrentar o Superman. Superman a novidade seria apenas um detalhe ao traje, que possui escritos em criptoniano, uma frase específica que fiz algo sobre quando pensamos que estamos sozinhos, na verdade estamos mais juntos do que nunca, no peitoral, nos pulsos e braços. Existe uma clara dicotomia ali: Superman é perfeito, já Batman é mais real, com defeitos. Já da Mulher Maravilha vimos a parte de trás do traje: MARAVILHOSO. Com inspirações das armaduras gregas, e resgatando o passado de amazona dela, é um traje que data daquela época, logo, tem riscos, amassados e o dourado não é tão reluzente. Existem pequenos WW por todo o traje. A tiara não é tiara, é um headdress. E melhor parte é ver Diana Prince em toda sua majestosidade usando uma capa simplesmente magnífica. Gal Gadot está muito bem. Aquaman, o preferido de Michael, teve suas inspirações no próprio Momoa, nas suas tatuagens. 

Painel de Ridiculous 6: outro filme que não faz parte de meus interesses, mas o que o carisma de uma pessoa não faz, não é? O Terry Crews, cantando Thousand Miles, tirando a camiseta e fazendo seus peitorais dançarem, me fez querer assistir essa bagaça.



Painel do Frank Miller: o que eu realmente queria ver. Os outros cinco foram brindes e surpresas bem-vindas. E valeu cada momento de espera. O cara é fantástico. Com uma sagacidade, inteligência e sensatez de invejar. As duas primeiras perguntas foram de dois meninos e levaram o público ao delírio: se ele era amigo do Stan Lee, quem era melhor e se ele gostaria de aparecer nos filmes, assim como Lee faz.

Um negócio chato: a galera que consegue o microfone no Q&A e fica mendigando foto e autógrafo. Sei que é um momento singular, excepcional e provavelmente a única chance de algo assim, mas não é a hora. E é chato. Aquele espaço é aberto para perguntas e ao pedir autógrafos, perdem-se minutos preciosos que poderiam ser feitos questionamentos interessantes, como a pergunta feita por uma menina ao Frank Miller, que classificou a questão como "uma das mais inteligentes e maduras que ele ouviu nos últimos anos", acerca do crescimento da indústria cinematográfica, que acaba influenciando os quadrinhos, quando deveria ser o contrário: ou seja, acaba havendo um grande distanciamento entre as narrativas dos quadrinhos (o original e gênese) e os filmes, vide Marvel e como a DC poderia evitar tal fato.

Outro ponto cool: os lançamentos de livros e presença de autores: ÉPICO! Desde a Evangeline Lilly e o Gerard Way, Chris Taylor, um dos maiores especialistas de Star Wars, até os brazucas e sensacionais Affonso Solano e seu Espadachim de Carvão, Ozob e Leonel Caldela, Enéias Tavares e A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, entre outros. Ter batido um papo, por mais que tenham sido 30 segundos com Affonso Solano... Sem palavras. Os estandes das editoras eram mega disputados, em especial o da Leya que trouxe o Trono de Ferro para a galera posar para fotos. Minha amiga encontrou o Azaghal, Gaveta (eu também rs), Jovem Nerd, Diogo Braga, entre outros.

Cosplayers são outro ponto altíssimo: um melhor que o outro. Essa galera além de criativa, praticamente genial, são comprometidas ao extremo: tinha um Chuckie que pegou um mini-car e saiu atropelando o povo. Realmente incorpora e vive o personagem. Adorei. Deixo apenas meus parabéns e aplausos à eles.



Os próprios estandes tinham seus próprios cosplayers: a Leya trouxe no domingo Khal Drogo e; a Leya na sexta tinha Rey e Kylo Ren de Star Wars. O estande de Star Wars, além de sempre ter os Stormtroopers (mega simpáticos, diga-se de passagem), teve Chewie, Anakin Skywalker, Obi-Wan e Leia.


Ano passado entre os cosplayers, estavam em alta os personagens do Hobbit. Este ano, foram Arlequina e Joker. Esse ano tivemos John Travolta confuso (que é outro arrependimento) e o Chewie, a própria Rey e o Kylo Ren, Capitão América, Coringas e Arlequinas, R2D2, Chuckie, tinha uma Carrie pingando sangue e aquele palhaço macabro de AHS Freakshow. E não negarei que fugi de um Vader basicamente por medo. E fiquei devendo uma com a Wonder Woman e com o pessoal de Mortal Kombat para minhas amigas. 

Uma diferença entre 2014 e 2015, foi o número de pais com seus filhos. Sinceramente, não vi tanta família em 2014 quanto em 2015: e uma galera fantasiada, pais e filhos de Jedi e Padawans, mães de Leia, Supermans, Wonder Womans, baby Wonder Womans, mini Yodas, mini Wolverines. Muito fofo.

Um dos meus objetivos dessa edição da CCXP era além dos painéis, ir na Artist's Alley, que não havia ido ano passado. E superou expectativas. O conteúdo dessa galera é incrível. E tão diversificado. Sensacional. Só o fato de ter encontrado pôster da Red Sonja e da Vampirella já valeu minha ida.

Não faz nem uma semana (exatamente dois dias e meio, ou mais precisamente 66 horas) que acabou a CCXP e já sinto saudades. Comecei sentir saudades no momento que saí do São Paulo Expo no domingo à noite. E já estou me programando para ir novamente em 2016, mas dessa vez os quatro dias. Me surpreendi novamente com a magnitude do evento, e é necessário dizer que nenhum evento que já fui chegou aos pés.

Consegui autógrafos, brindes, pôsteres. Se ano passado "conheci" meu marido imaginário Jason Momoa, esse ano eu vi Frank Miller, conversei com Affonso Solano, me diverti e, claro, comprei meus preciosos quadrinhos e livros.

É provável que tenha esquecido alguns detalhes. Mas qualquer coisa é deixar um comentário que parlemos a partir daí.

Beijo pra quem é de beijo, abraço pra quem é de abraço.

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