Jessica Jones - S01E04 - AKA 99 Friends

Por Alvaro Luiz Matos

24 de novembro de 2015

SPOILERS ABAIXO
O que está por traz desse episódio de transição?

Eu tinha claras convicções que após o último episódio o estilo de narrativa da série ia mudar um pouco, foi dito e feito. É hora de trabalhar melhor os personagens, trabalhar melhor as situações criadas, de desenvolver a série para aquele momento do clímax e dar profundidade à série. Essa é a hora que os espectadores geralmente não gostam, pois é onde o roteiro pisa um pouco no freio e vai desenvolver plots secundários. É o “mal necessário” que todas séries precisam para desenvolver uma história de qualidade.

Ao finalizarmos a primeira parte da introdução entramos no início do desenvolvimento, onde se as decisões não forem corretas a série perde muito de seus entusiastas antes mesmo da conclusão de seus arcos. É talvez o momento mais importante e também o menos valorizado por quem assiste.

É claro que os roteiristas não deixariam de acertar nesse momento, onde boa parte do elenco de apoio começa a ganhar atenção e tentar nos fazer importar com eles. Até aqui quem mais ganhou meu carinho foi o policial, que de forma indireta agiu em setores importantes do roteiro ao conseguir as imagens para a Jessica, por levar até Trish uma arma (que tenho certeza que será relevante lá na frente) e principalmente por nos apresentar um arrependimento legitimo, nos aproximando dele da mesma forma que nos aproximamos da protagonista. Toda a paranoia que ele nos mostrou foi totalmente de encontro com a que Jessica vem apresentando desde o início.

Agora, sou só eu que fico paranoico tentando adivinhar quem está sob controle de Killgrave e quem não? Eu imaginaria que daquele grupo de apoio iria sair alguma informação importante, mas fiquei o tempo todo esperando que um deles estivesse lá a mando do nosso vilão. Juro que estou ficando igualzinho a Jessica Jones, suspeitando de todos.
Também quero comentar a desnecessária necessidade da Marvel têm em achar que tudo o que faz precisa acontecer no mesmo mundo. O “caso da semana” foi só pra dizer que existiu um “incidente” e que existem pessoas “salvando o mundo” e sendo heróis. Eu sinceramente não sinto a necessidade de saber disso ou de sentir que tudo acontece no mesmo mundo, mas como a série se ambienta em um lugar “quebrado” e “desgastado” pelas batalhas vivenciadas com os vingadores, é claro que eles sentem na obrigação de nos dizer isso. Agora se eu puder dar um concelho eu diria: “pronto, vocês queriam dizer isso e já disseram, agora vamos em frente sem mais dessa papagaiada?”.

Obs.1: O carisma foi tanto que eu já estava quase Shippando esse policial com a Trish (Quem nunca?).

Obs.2: Mesmo querendo Shippar o casal no finalzinho a câmera foi descendo, a mão dele não estava sobre a mesa e eu pensei “Puts ele tem uma arma” e logo depois respirei “Ufaaa passou”.

Obs.3: Entendi o choro da Jessica a ver que seu vizinho estava sob domínio de Killgrave, talvez a vida dele tenha sido destruída por ela, é ruim quando você se importa com alguém.

Esse texto foi escrito por: AlvaroLuizMatos
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