Chicago Med - S01E02 - iNO

Por Bárbara Herdy

30 de novembro de 2015

SPOILERS ABAIXO:
‘iNO’ tem como arco central as boas intenções de seus médicos. E sabemos o que o ditado diz: de boas intenções o inferno está cheio. 

Diferente do episódio anterior, Dr. Ethan Choi ganhou maior destaque aqui, ao tratar do caso principal do episódio. Choi pega o caso acreditando poder resolvê-lo com facilidade, mesmo por não ser a sua especialidade. Ele não concorda com a postura de sua paciente e fica com a pulga atrás da orelha, ao ser acusado por Connor de estar dando um tratamento ruim a paciente por não concordar com a postura de sua paciente. Culpado, ele não consegue deixar de pensar nisso. Tentando compensar aquilo que ele acredita ter errado, ele tenta ajudá-la ao avisar que a policia está vindo em busca de respostas. Infelizmente, a sua atitude causou uma reação na paciente que não apenas pode vir a piorar a sua saúde, como também o seu caso na polícia.
                  

Ainda acho que o maior WTF do episódio foi à postura do Dr. Will Halstead. Curioso como eu sou devota desse personagem, mesmo com todos os seus prós e contras, mas estou assistindo episódio após episódios ele conquistar o ódio do público por conta de sua personalidade instável, teimoso e arrogante. É muito difícil te defender, amigo. Will pode ser um charme de pessoal vide ele ajudando a Natalie ao chegarem no hospital, entretanto o que ele fez depois ao arrancar o cilindro das mãos dela e ainda esbravejar com ela, não só considerei exagero, como outra tentativa de criar um conflito entre os personagens para ter um ‘clima’. Não funcionou. De novo. Will, por outro lado, mostrou novamente ser capaz de tudo para não perder um paciente (muito diferente daquele Will do especial do Chicago Fire), não tendo pensado nas consequências de tal ato. Sério, foi imaturidade de sua parte ou esperança de dar certo? Bom, não deu e o bichinho da culpa pode não ter picado ele, mas definitivamente ele foi marcado com o erro de suas consequências e busca redenção, e não é com Natalie, e sim com si mesmo. 

Tem bebe no enredo, Natalie será envolvida, e não é por ela ser pediatra, e sim por estar grávida. Não precisa de muitos neurônios para saber que ela não está pensando como médica quando o assunto é gravidez e um bebê, e ficar jogando isso na cara dela não vai mudar em nada o seu comportamento.

Ela está grávida, logo está sensível a qualquer coisa relacionado ao mundo materno. Ela está preocupada não apenas com o bem estar da criança, mas com suas emoções de mãe solteira. Não muito diferente de Will ela teve as melhores intenções com a irmã de sua paciente, mas se esqueceu que nem todas as prioridades do seu coração, são os mesmos no coração das outras pessoas.
                   

No lado secundário do episódio, Dr. Charles teve um caso mais voltado a sua especialidade nessa semana ao tratar de uma senhora com sintomas de demência. Ele tem auxilio da novata Sarah e trataram do caso com calma e carinho. Foi um arco simples e sentimental para contra balançar com os outros casos de teor mais pesados. A barreira entre o antigo e o moderno entrou em colapso entre Charles e Sarah, o que foi até divertido de assistir. Eu queria que Sarah tivesse tido um pouquinho mais de foco, como aconteceu com Choi. Acredito que o grande foco dela virá nos próximos episódios. Fica para a próxima, Sarinha. 

Vamos falar sobre o que o povo gosta? OS CASAIS! Então isso ainda está bem turvo nesse segundo episódio. Aparentemente o roteiro continua a brincar com as possibilidades de casais, jogando verde aqui e colhendo maduro dali. O climinha entre Connor e Natalie voltou a ser presente aqui, rapidamente, mas mostrou não ser coisa da minha cabeça shippante. Por outro lado, eles ainda investem em Natalie e Will ao mostrar o cuidado dele por ela e pela futura mamãe ficar chateada por ele ter marcado um encontro na noite de seu chá de bebê. Vamos falar de Zoe e de sua atriz? Ela é quem interpretou Pam, em Marvel’s Jessica Jones e surpreenda-se com o seu aproveitamento em Chicago Med ter sido três vezes maior em apenas 20 minutos de tela do que em oito episódios de Jessica Jones. E é assim que descobrimos quando um personagem é importante numa trama. Zoe é viva, intensa e espontânea, gostei muito da sua presença e da química com Will. MUITO melhor do que ele com Natalie, viu? Quanto ao senhor delicia da série, Connor Rhodes, to shippando ele até com aquela blusinha vinho dele. Tá difícil escolher com quem ele fica melhor: April ou Nat?
                     

‘iNO’ seguiu o modelo do seu antecessor: com arcos polêmicos e seus personagens mostrando suas verdadeiras faces embaixo da pele de cordeiro, Chicago Med vem se estabelecendo para o seu público oriundo de suas irmãs Chicago Fire e Chicago PD.

E bem diferente de suas primas E.R, Grey’s Anatomy e sua vizinha de produtora, The Night Shift. Chicago Med brincou nesse episódio com o melhor dos dois mundos médicos: as histórias envolvendo alguma patologia e as escolhas dos médicos e as histórias pessoas dos personagens. Enquanto Grey’s é uma série sobre médicos e suas vidas, E.R é a verdadeira série médica e The Night Shift foi um teste para o modelo aqui usado na série de Dick Wolf, Chicago Med começa a se estabelecer como uma série sobre os médicos e os seus pacientes. Ah, porque não mencionei House? Bom, House se encontra num outro patamar de séries médicas. 

A serie inova ao usar um pouquinho de outras séries de sucesso, não como forma de cópia e inspiração, mas em busca de fazer algo novo com material reaproveitado. Os seus personagens fogem do padrão clichê base das séries médicas e os seus casos buscam sempre inovar os assuntos. No fundo, esse é o grande propósito de Chicago Med: dar continuidade a trilogia de Dick Wolf e também inovar.


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