Chicago Med - S01E01 - Derailed (Season Premiere)

Por Bárbara Herdy

26 de novembro de 2015

SPOILERS ABAIXO
Eu sou fã de Dick Wolf por tempo o suficiente para assistir qualquer coisa que ele produzir, sem nem perder tempo lendo sinopse. E foi mais ou menos isso que aconteceu com Chicago Med. No ultimo ano Chicago Med vem sendo introduzido no universo da atual trilogia Chicago, através de pequenas participações dos médicos tanto em Chicago Fire, quanto em Chicago PD. O que é mais ou menos uma série médica quando temos tantas, certo? Para mim é sempre bem vindo, ainda mais produzido pela NBC dona da finada ER. 

E o que tivemos no piloto de Chicago Med? Pouca apresentação e ótimo desenvolvimento. É muito bom assistir uma série a qual não se preocupa em apresentar detalhadamente seus personagens, pois para que se apressar quando você tem, sei lá, 15 episódios encomendados para fazer isso? Um acidente de trem esquenta o plantão do Chicago Med e os seus médicos se dividem entre cuidar dos casos mais leves e os mais graves.                            
Se você sente falta de ER, você está no lugar certo.

O caso principal ficou sobre os ombros de uma jovem grávida, uma das vitimas do acidente. E de ER fomos levados direto a Seattle Grace... Por quê? Seu estado neurológico foi comprometido, mas por ser barriga de aluguel, sua vida fica na corda bamba, pois a família da criança não vai abrir mão da última chance de ter um filho pela vida da garota, enquanto o Dr. Will Halstead (Irmão de Jay, de Chicago PD) e a Dra. Natalie Manning não vão abrir mão da paciente. Para Nat esse é um caso delicado: ela está grávida e entende o lado da família, mas para Will é uma questão de fazer o certo. Drama, Drama, Drama. Não era necessário tanta enrolação. A família tinha os direitos e os médicos tinham que obedecer. Pronto. Tentar construir uma tensão entre Nat e Will não tornou eles shippáveis, muito menos mais interessantes, Dick Wolf. 

Paralelamente temos o caso delicado de Jamie. Ele é um jovem cansado de esperar por um milagre e aceitando seu destino, ele não quer mais ficar a espera de um pulmão, muito menos sofrer com os poucos métodos restantes para prolongar sua vida. O Dr. Daniel Charles, chefe do departamento psiquiátrico tem uma forte ligação com o rapaz, e mesmo não aceitando bem sua decisão, ele a respeita, entretanto é o Dr. Connor Rhodes quem mostra não apenas a Charles e a Jamie que não se deve perder a esperança. Foi uma ótima apresentação ao caso de Jamie, para mim foi ousado tratar casos tão delicados no piloto e esse em especial, mexeu comigo. O modo em que foi tratado e a reação dos médicos do paciente com sua decisão e a busca por soluções sem causar mais sofrimento a ele foi interessante e comovente. Queria poder ver mais de Jamie. 
                 
Dr. Connor Rhodes, como os telespectadores, acabou de chegar ao Chicago Med, como chefão do Trauma e criou uma antipatia imediata com Will, mas encantou a ala feminina com grande facilidade – e graças aos seus bíceps e tatuagens. Rhodes é resoluto, direto e muito esperto, o que foi facilmente confundido como arrogância por Will. Mesmo perdido, como o telespectador pode se sentir num primeiro momento, Rhodes vai patinando entre um paciente e outro, mostrando estar em busca de fazer um bom trabalho e não ter nenhuma disposição para briguinhas de Macho Alfa com Will. Ponto para o novato.

Por fim, mas não menos importante tivemos o caso de um rapaz ferido gravemente no acidente e sua única família é a sua namorada. Essa história pesa no drama por se tratar de um caso sem saída, mas serviu para mostrar que uma perda pode significar a sobrevivência de uma outra pessoa. Maggie foi a grande estrela desse enredo, com uma empatia tocante. Fui com a cara da personagem de imediato pela sua doçura e carinho com os seus colegas e pacientes, e é claro ela tem bom gosto para homens. O erro do episódio foi apresentar rapidamente o Dr. Ethan Choi e a iniciante Dr. Sarah Reese. Choi mostrou ser paciente e equilibrado, enquanto a inexperiência, insegurança e sentimentalismo de Reese a colocou em maus lençóis com Rhodes e pode vir a ser um problema no futuro (e um crescimento para a personagem futuramente).      
             
No geral, é muito cedo para falar sobre a série, mas posso dizer que para um piloto foi muito bom. Não fui surpreendida, nem estou ansiosa para o próximo episódio, mas não quer dizer que eu não tenha gostado e não vá acompanhar. Eu irei, com toda certeza. Sobre os personagens, novamente é cedo para falar sobre eles, o que posso dizer é que peguei uma simpatia imediata por Rhodes, Choi e Sarah. Eu não conhecia esses personagens ainda e curti muito a vibe deles. Will e April continuam me encantando, mesmo que a história do irmão mais velho de Jay esteja mais bagunçada que novelo de lã, eu ainda gosto muito do ar charmoso e espertinho do galã. Charles é um ótimo chefe e Sharon é uma administradora nata. Nat não encheu os meus olhos e culpo um pouco a atriz. Não gosto do trabalho da Torrey DeVito, mesmo que ela tenha ficado muito bem como a Nat, mas não rolou uma ligação entre mim e a personagem. Talvez isso mude, além do mais a sua história é bem interessante, entretanto pela cara de sofrência da atriz, sinto que ela vai virar a Nat Del Barrio em poucos episódios.                       

Sobre casais? Eu senti que jogaram verde para colher maduro. Colocaram um personagem ali, depois outro ali e assim foi movendo o tabuleiro até todo mundo ter tido interação com todo mundo. Dizem por aí que Nat e Will serão um casal e vomitei. Honestamente torço que não vingue. Eles não têm nada haver. Não senti a menor química entre os dois. Contrário a Nat com Connor. Gente, só eu vi faíscas de amor ali? E provavelmente entre Rhodes e April? Ou será que estou shippando Connor Rhodes com tudo e todos (incluindo a mim mesma? O que não seria de nada ruim).

Hmmm, um piloto muito bom para uma trilogia excelente. Dick Wolf desenvolveu mais uma grandiosa história que tem tudo (e mais um pouco) para nos agraciar por muitos e muitos anos.

Esse texto foi escrito por: Bárbara Herdy
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