You’re The Worst – S02E01/02 - The Sweater People/Crevasses

Por Alvaro Luiz Matos

21 de setembro de 2015

Spoilers Abaixo:
Foi procurando uma série mais “trash” que encontrei You’re the Worst, um humor mais ácido, mais bagaceiro e que “chuta o balde” constantemente. A primeira temporada voou para mim e agora como o mais recente fã da série resolvi voltar as minhas rotinas de reviews nessa nada emocionante, mas muito engraçada história.

Vamos juntos analisar a segunda temporada episódio por episódio.

No primeiro episódio tivemos uma síndrome (muito prematura, diga-se de passagem) de casal que não quer envelhecer ou deixar de curtir a vida pelo simples fato de estar namorando. A crítica aqui é clara, afinal curtir a vida não significa apenas endoidar e pirar bebendo, nós fãs de séries sabemos muito bem que curti a vida também da pra ser bem mais calmo que isso. Mas já que eles escolheram usar qualquer droga que aparecesse na frente e depois roubar um carro da Google (a referência não poderia ter sido mais clara) não serei eu o mala a dizer que não deve ter sido bem divertido.

O que me preocupa muito é o rumo que alguns personagens vão tomar, um casal secundário com a ninfomaníaca tardia e o nosso soldado parece ser mesmo um destino provável, até porque o roteiro fez questão de bagunça-la totalmente e deixa-la no nível do não menos transtornado Edgar Quintero.

E isso ficou ainda mais claro no segundo episódio, a relação se estreitou um pouco e o “casal” ganhou mais tempo de tela. Lindsay parece ainda não ter percebido o encantamento do Edgar por ela, e pra piorar tem sido ainda mais infantilizada pelo roteiro do que já era. O que foi aquela cena nada sexy com a boca toda suja, um osso de frango e uma encarada? É totalmente contrastante com a cena quente de sexo no carro na ultima temporada, onde ela parecia apenas uma mulher confusa e não uma criança mimada. Antes eu até queria os dois juntos, ver Lindsay e Edgar próximos, mas esse episódio me fez dar um passo atrás e por um momento torcer muito pra que ele saísse com a garçonete.
Já Gretchen tenta superar seu momento “não tenho as minhas próprias coisas” a procura de um espaço na casa do Jimmy. Não sei vocês, mas toda mudança que fazemos é complicada, nos primeiros momentos não parece que estamos na nossa casa, aquele lugar ainda não parece o nosso lar; imagina se mudar para a casa de alguém tão controlador e organizado com as coisas como Jimmy?

Por outro lado, mesmo que esse processo seja cansativo, ele é um dos mais emocionantes na vida das pessoas.

E pra encerrar a busca por inspiração literária de Jimmy até me fez acreditar que ele conseguiria, mas me enganei bastante naqueles pouquíssimos bons momentos de procura por um personagem ideal.

Se pararmos para pensar o ritmo do primeiro episódio e do segundo foram tão semelhantes quanto agua e óleo. O primeiro, assim como o que deu início e o que encerrou a primeira temporada, teve um pouco mais daquele show de acontecimentos um por cima do outro; já o segundo se assemelha a aquele copo de agua com açúcar que sua mãe te trazia quando estava nervoso, um pouco mais lento, dando o tom que acredito que veremos durante a temporada.

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