Primeiras Impressões - Quantico

Por Alvaro Luiz Matos

29 de setembro de 2015

SPOILERS ABAIXO
Finalmente uma série que me agarrou com força e não pareceu querer me soltar durante toda sua première.

O primeiro atributo que me chamou a atenção foi a boa trilha sonora utilizada durante todas as cenas iniciais e a sutileza que o roteiro teve para colocar “teto de vidro” em cada um de seus personagens alimentando o suspense e a conspiração que estava por vir.

Quântico também conseguiu balancear bem seus flashs de forma bem equilibrada, dando a importância correta para o início na academia, deixando claro que essa história precisava ser contada para que o plot da série fizesse sentido. Cá entre nós me lembrei um pouco da première de HTGAWM, série da Shonda Rimes que valeu um Emmy para Viola Davis, que também começou com bastante flashs entre a história principal, o desenrolar dessa história e os “casos semanais” que por ventura vinham a acontecer. A única diferença é que Quântico me pareceu ainda menos um procedural do que sua irmã de canal, mesmo que eu só consiga enxergar as séries de canais abertos fazendo esse tipo de roteiro.

Outro acerto está na protagonista que soube ser carismática e interpretar seu papel com exatidão. Digo isso dando uma credibilidade enorme para a importância de um bom protagonista, tanto no papel quanto no ator, pois protagonistas ruins conseguem estragar muito o enredo de uma série, deixando-a sem vida, sem drama, sem interpretação. Posso citar a esperadíssima The Bastard Executioner que me entregou um protagonista sem expressão que só não tem conseguido ser pior que o próprio roteiro da série (que, diga-se de passagem, tem deixado a desejar até aqui). E já que estou falando sobre a protagonista vale um elogio aqui: Baita menina bonita, não é?
Depois disso tenho que elogiar a fluidez do episódio, é raro uma première onde você não para pra ver quanto tempo falta pra acabar (ainda mais nos dias de hoje com essa mania de première dupla), e com Quântico o episódio simplesmente passou, os diálogos foram bons, os plots foram bem roteirizados, e todo o clima de conspiração foi ganhando força aos poucos até culminar na sequência de cenas finais.

Nesse momento tivemos novamente um plot importante, o único que tenho uma crítica a ser feita, afinal Miranda era chefe da academia e provavelmente jogou sua carreira fora para permitir que uma agente recém-formada fugisse para poder provar a sua inocência. Concorda comigo que, se ela chegou a um posto tão alto, ela conseguiria investigar isso muito melhor do que a garota? E não me venha dizer que “ela morreria na cadeia” que isso é baboseira pra justificar esse “pulo do gato” no roteiro.

Mesmo assim a sequência final teve lá seus louros, mais uma boa trilha sonora inclusa a cena e uma boa trama entregue. A série me pegou e vou continuar nela para saber até onde tudo isso vai.

E você animado? Gostou? Vai continuar ou não? Deixe seu comentário.

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