Primeiras Impressões - Lúcifer

Por Diego Maraschin

14 de agosto de 2015

SPOILERS ABAIXO
Lúcifer Estrela da Manhã, é um personagem criado por Neil Gaiman em 1989, que apareceria como um tipo de "antagonista" no primeiro arco da série. Ali Lúcifer havia desistido de comandar o inferno, veio para a Terra, abriu um bar - "Lux" - e ficou por lá curtindo a vida. Enquanto isso, os demônios começaram a fugir, metendo o terror em tudo quanto é canto, além de o Inferno começar a ser "administrado" por dois anjos caídos sem qualificação nenhuma.

A partir desse enredo, que a série foi criada pela Fox (que é a mestre em cancelamentos, portanto: cuidado), com o piloto previsto só para 2016, caiu na rede há dois dias. Nesse caso aqui, temos um Lúcifer "engraçadinho" que não consegue levar nada e ninguém a sério.  O episódio nos apresenta aquele tipo de série que segue os moldes de "Grimm" e "Sleepy Hollow": investigação com temas sobrenaturais.
A trama começa a partir do momento em que Lúcifer acaba sendo visitado por sua amiga no bar, uma cantora bem conhecida, que tá na fossa por terminar um relacionamento. E após terem batido aquele papo maneiro, ao acompanhá-la, ambos são atacados por um atirador que passou de carro por eles. Com a amiga morta, ele resolve descobrir por si só quem a matou e seus motivos por trás disso, porém acidentalmente acaba se juntando a Chloe, detetive da divisão de homicídios da LAPD que está cuidando do caso.

Além de deixar bem claro, e sem reservas pra quem quiser ouvir que é imortal, Lúcifer também tem um poder que leva a quem estiver conversando com ele revele seus desejos mais podres - apesar de muito deles apresentados no piloto não ser grande coisa - e alguns segredos. A única pessoa na qual ele não tem influência alguma acaba sendo a própria detetive, que parece não cair nas artimanhas dele, fazendo estabelecer ali a dinâmica futura da dupla (ele consegue persuadir as pessoas, que provavelmente vai se transformar em grande ajuda a Chloe para solucionar seus futuros casos #momentomãedinah).

A subtrama fica por conta de Amenadiel, que volta e meia fica aparecendo para tentar convencer Lúcifer voltar para a "administração" do Inferno e aposto um kinder ovo contigo que essa subtrama aos poucos vai se tornar a principal no decorrer da temporada.
Ao final do episódio as perguntas são estabelecidas: Por que Chloe não é afetada pelos poderes de Lúcifer? O que realmente aconteceu para ele querer sair do inferno (incrível se fosse mesmo apenas tédio como é mostrado, mas sendo série, provavelmente os escritores bolaram um motivo maior para criar uma trama que prendesse os expectadores)? Quanto tempo vai demorar para vermos realmente o lado mal dele?

Mesmo que esse formato de seriado seja um pouco batido, ainda é bem cedo para estabelecer uma opinião num todo, ou até mesmo prever se a Fox irá dar cartão verde para o futuro de Lúcifer. Se o pessoal - e por pessoal me refiro aos criadores e escritores -  forem espertos o suficiente, tem história ali para ser contada de forma épica.

Você já chegou a assistir? Tá achando, assim como eu, que iria ser mais incrível se ele formasse uma dupla com a filha de 9 anos de Chloe do que com a própria detetive? Escreve aí o que achou desse piloto nos comentários.

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