Conheça: Bored to Death

Por Bruno Ganem

29 de agosto de 2015


 Bored to Death foi produzida e exibida pela HBO entre 2009 e 2011, tem 3 temporadas de 8 episódios cada, com duração de 25 a 30 minutos, e conta com uma base bem restrita de fãs, muita gente nem sabe da existência da série.

A história começa abordando a vida de Jonathan Ames (Jason Schwartzman), escritor de apenas um livro que não consegue publicar o seu segundo, além disso, vive uma crise sem precedentes com Suzanne (Olivia Thirlby), namorada do personagem. Com esse tema inicial mais a inserção de dois amigos, Ray e George (Zach Galifianakis e Ted Danson), que também vivem crise profissional e pessoal, a série começa a caminhar focando nesses imbróglios vividos pelo trio.

Esses problemas são abordados de forma constante na série, tanto que os personagens usam drogas para fugir do mundo e para buscar inspiração em seus respectivos trabalhos (Ray é cartunista e George, Colunista do jornal local). Mas não se preocupe, pois a série não fica nem um pouco pesada, esses assuntos ficam bem alheios, pois as “piadocas” e o próprio caso da semana ficam como foco. De alguma forma as pessoas que fizeram a série acontecer conseguiram trazer assuntos polêmicos à tona e não chocaram, se tornando até leve em alguns momentos.
A primeira temporada mostra o Jonathan como protagonista, quase todos os episódios o têm como eixo central e quase não há espaço para os outros, a busca pelo sucesso profissional é a história da série, por esse motivo, o escritor resolve se aventurar como detetive, portanto, no primeiro ano do show, 8 histórias diferentes são contadas, podemos chamar Bored to Death de uma série procedural?

Já na segunda, Ray e George ganham bastante espaço, pois o detetive Ames acaba inserindo seus dois únicos amigos nos casos, essa mudança na vida dos três amigos surte efeito na vida pessoal e profissional deles, mesmo que de forma bem sutil.

Na temporada final, obviamente a série se propôs a resolver a vida dos personagens, e isso acabou ficando perceptível lá pro 3° ou 4° episódio, com a definição de alguns personagens secundários que apareceram nas temporadas anteriores. Ainda sobre o fim da série, tudo acontece com absoluta tranquilidade, terminando de forma bem sutil, exatamente da forma que começou.
Mudando um pouco de assunto, sou completamente a favor de que os roteiristas e diretores fiquem sabendo com antecedência sobre o fim do show, pois é nesse momento em que todos se dedicam para fechar a atração com dignidade, esse tempo que foi dado para todos se organizarem e finalizarem os arcos pendentes é de suma importância, pois não compromete o legado da série, e isso ficou claro com Bored to Death.

Apesar da série não ter sido marcante eu ainda indico para que você a assista, ela em alguns momentos consegue ser bem divertida, a primeira temporada é disparada a melhor, e mesmo que de forma bem esquisita, mostra uma relação bastante sólida do trio que conduz a série. Ah, e o melhor, é bem rápida, você assiste em um final de semana tranquilamente.

OBS¹: Ao assistir “Se beber não case” me surpreendi muito com o personagem Alan, interpretado pelo Zach Galifianakis, achei bastante engraçado e curioso, principalmente pela forma como ele conduzia o papel, com muita simplicidade e autenticidade. Após isso, assisti aos outros dois filmes da franquia e embarquei em mais um filme do ator, “Um Parto de Viagem”. A impressão que eu tive é que o filme era uma espécie de spin-off de “Se Beber não case”. A partir deste momento, resolvi “fuçar” os trabalhos do ator, assisti ao show de stand-up e comecei Bored to Death (aí está o motivo de eu ter assistido a série). Foi o suficiente para concluir que o Zach Galifianakis interpreta quase sempre o mesmo personagem, só que vivendo momentos diferentes com pessoas diferentes, e isso fica claro ao acompanhar o trabalho do ator. Mas acredite, estou elogiando o artista.
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