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Por Arthur Quadra

9 de julho de 2015

SPOILERS ABAIXO:
Séries com conteúdo tecnológico tem se tornando bem presentes e costumam encher os olhos de quem vê, contudo nem sempre porque se tratam de boas produções, mas sim por conta do atrativo por séries do gênero. Eye Candy apresentou um roteiro chiclete, recheado de twists, o que foi bom, mas com cenas muito mal aproveitadas, por conta de suas péssimas atuações e do gostinho musical que a MTV insiste em colocar em suas séries, quebrando, por diversas vezes, o clima da situação. CSI surgiu com mais uma série de sua colossal franquia, Cyber deu destaque para Patricia Arquette, mas, infelizmente, a execução da série deixou a desejar, com um patamar inferior aos outros spin-offs e pouco digno para a excelência de Patricia. Indo para um lado extremamente sci-fi, 12 Monkeys veio com seu âmbito paradoxal escrito com maestria, se tornando, para mim, uma das melhores séries da temporada 2014-2015. Atualmente, somos servidos com a ótima presença de Wayward Pines e Halt and Catch Fire. Entre dramas consagrados, o conteúdo heroico e sci-fi em alta, pergunto-te onde Mr. Robot entra nessa coisa toda?

Mr. Robot é um ponto fora da curva. Sam Esmail é o nome dele. Remember this name! A USA Network - emissora afiliada de gigantes, mas com rendimento não tão alto - investiu no roteiro desse cara e imagino que não pode estar mais feliz. Depois de algum bom tempo conhecendo o mundo de um dos melhores assassinos da ficção me aventurando com Michael C. Hall, é quase impossível deixar comparar a narrativa de Mr. Robot com Dexter. Não só na forma de falar consigo mesmo - ou com o amigo imaginário - mas também na forma de enxergar o mundo. Essa forma que encanta a maioria e que me encanta, por ser bem semelhante com a minha forma de ver como tudo acontece. Se eu separar aqui todas as falas que eu gosto em Mr. Robot, certamente dará um post gigante e no fim ainda direi para você ver o episódio de novo, porque serão os 50 minutos de média.
Elliot é um programador. Anti-social de carteirinha, encontra, hackeando, as pessoas ao seu redor, uma forma de se comunicar. Um anarquista, Mr. Robot, o convida para participar da FSociety, uma sociedade anônima com objetivo de destruir grandes corporações americanas. Não acho que dá para fazer um resumo aqui do que aconteceu nesse ou em outro episódio, portanto partir para as minhas opiniões é a melhor opção, assim como pretendo saber a sua, leitor.

A série tem um ritmo lento, até parece que não tem a pretensão de te prender durante todo o tempo, mas quando notei, estava com o olho mais esbugalhado do que os do Elliot. Depois de ver Rami Malek como coadjuvante em The Pacific, só tenho a agradecer e aplaudir sua presença aqui. Isso mostra a ótima execução dessa produção, realmente algo invejável para qualquer outra. Mesmo com investimento baixo na equipe, é lindo de ver a performance e o empenho deles. #SóAgradecer

Não vou negar, não consigo me render a bons planos de câmera. O que me prendeu durante a sofrível primeira temporada de Breaking Bad e que me levou direto para Better Call Saul, foi a direção que soube/sabe usar, de ótima forma, a câmera na mão, seja nas externas, com a maravilhosa fotografia de Albuquerque ou em internas, com ótimo posicionamento. Se não bastasse o trabalho que é feito com os atores, a direção de Mr. Robot acerta em cheio, também, quando se trata de fazer uma boa filmagem. 

São muitos os pontos positivos da Mr. Robot e imagino, e desejo, poder trabalhar com esses pontos no futuro. O que você tem ouvido por aí não é mentira. Mr. Robot é sim a melhor estreia de Summer Season, quiçá da temporada toda. Se assim prosseguir, essa temporada será ótima e o sofrimento pela espera até a segunda temporada será enorme, mas aos poucos já estamos nos acostumando, até porque assim como a morfina é para Elliot, é um sentimento bem abstinente aguardar sofríveis sete dias na nossa sociedade, sem alguém como ele para julgar conosco.


Assista a promo do próximo episódio:
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