Análise da temporada: Stalker - 1° Temporada

Por Bruno Ganem

8 de junho de 2015

Stalkear, palavra derivada do inglês, bastante utilizado nos dias de hoje aqui no Brasil. Pesquisar, fuçar, observar e investigar são alguns dos significados que essa palavra tem, com essa premissa, e a adição de temas como: obsessão, mistério, assassinatos e perseguição nasce a série que representa a denominação dada para aquele que realiza a ação. Stalker.

Stalker foi ao ar pela CBS durante a Mid-Season 2014/2015, focado sempre nos personagens Jack (Dylan McDermott) e Beth (Maggie Q), do departamento de polícia que investigava os casos de perseguição em Los Angeles.

A primeira parte da série foi bastante promissora e interessante, pois além do fato de ser procedural, os personagens sofriam os impactos psicológicos dos casos que eles investigavam, além das relações fora da polícia, por exemplo, Jack, logo no começo da temporada se mostrava bastante inconsequente e mulherengo, mas durante a série ele muda gradativamente a personalidade, por causa dos seus companheiros de trabalho e principalmente para conquistar a confiança da ex-namorada Amanda (Elisabeth Röhm), que é a mãe de Ethan (Gabriel Bateman), fruto de uma relação entre eles quando trabalharam no departamento de polícia em Nova York, onde ela obviamente saiu magoada.

A série chamou bastante atenção por causa do não uso de clichês, os episódios eram bem diferentes um do outro, diferentes na construção e resolução dos casos, fora o fato de que souberam explorar muito bem a cidade onde a série se situou, outro ponto importante são os desfechos dos episódios, quase sempre surpreendentes, mas o grande marco da série é a questão de transmitir o medo, Stalker conseguia isso com maestria, muitas cenas causavam aflição no espectador, e essas características peculiares da série foi refletido na audiência, sempre indo bem no seu horário de exibição.

O problema é que existe um grande fato que atualmente anda incomodando muito os amantes das séries, a falta de criatividade dos roteiristas, a série na segunda metade cai de qualidade, passando a abusar de clichês e construindo de forma equivocada os episódios, descobrir o stalker passou a ser uma tarefa fácil, e mesmo com essa queda a série ainda conseguiu nos presentear com dois bons episódios, Fun and games (1x17) e The Woods (1x18), que poderiam ser perfeitamente o series finale, pelo fato de ter fechado bem a história e ter dado de certa forma um desfecho aos personagens, mas preferiram cometer o equívoco de exibir mais dois desnecessários episódios, onde deixaram um cliffhanger para uma segunda temporada que todos nós sabíamos que não aconteceria.

Stalker até merecia uma segunda temporada, os personagens são carismáticos, o tema é bom, seria interessante uma redução no número de episódios, a exibição de 20 episódios soou exagerado, 10 a 13 seria o ideal. Apesar de ter havido uma certa comoção em relação a renovação da série ela não fará falta, infelizmente não entrará para o hall das pequenas grandes séries, mas se você gosta do tema, vale a pena dar uma olhada.

OBS¹ - Dylan McDermott e Maggie Q se conheceram nos bastidores da série e já são noivos, são rápidos heim!

OBS² - A trilha sonora da série é impecável



Por: Bruno Ganem


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