Resumo da temporada - Daredevil

Por Antonio Neto

27 de abril de 2015


SPOILERS ABAIXO:

Em tempos de blockbusters com origens quadrinistas, os estúdios apressam-se em encontrar, cada um, a sua franquia milionária. Por isso expandir mercado é uma das principais preocupações no momento. E se dominar as telonas não é o bastante, os olhos voltam-se para a telinha onde nem tudo é tão glamourosamente proporcional, entretanto, mais facilmente arranjável. E tendo largado atrasada na "corrida das séries" a Marvel precisava encontrar um herói ideal para a sua "introdução" nesse mundo (herói, o passeio no cânone da editora - Agents Of S.H.I..E.L.D - não entra nessa discussão), e Matt Murdock é, seguramente, um dos personagens mais interessantes para se começar um universo.

Uma história de origem sem a chatice das explicações exageradas. Essa talvez seja a mais acurada definição do que Steven DeKnight e sua equipe realizaram com o Demolidor da Netflix. Totalmente em conexão com o universo cinematográfico da empresa, sem entretanto ter obrigação de lembrança no mesmo, a série traz um aspecto mais sombrio a um universo um tanto colorido.

E já que eu abordei o aspecto sombrio... Sem perder a oportunidade de endossar e desenvolver os seus personagens, o roteiro às vezes parece se perder (no bom sentido) na semântica do bem e do mal. Afinal, quem tem o melhor plano para a cidade: Wilson Fisk ou Matt Murdock? É fácil torcer para o Matt por não sabermos ou entendermos algo mais do que vislumbres do plano do Wilson e nesse adiamento em definir, preto no branco, o parecer das coisas, o seriado cria uma dualidade inebriante. Entretanto, mesmo bem construídos Matt Murdock não parece ser um demolidor "pronto", assim Wilson Fisk ainda não é o mítico rei do crime. 
É intrigante a forma como, por não pertencer à um canal aberto, a série se liberta dos fillers do gênero. Sendo uma série da Netflix, é intensão da empresa que você a maratone e fillers "quebram" maratonas. Portanto não espere, ao menos na 1ª temporada, Matt Murdock largando mão de investigar o Fisk para ir atrás de um batedor de carteiras qualquer.

Outro fator vencedor nesse quesito é a violência, que é satisfatória sem a necessidade de ser gráfica com uma ocasional ajuda da fotografia aqui e ali.  


Com um roteiro de evolução média, acertando na medida no quesito fluência, personagens fortes e bem construídos envolvidos em uma trama séria que consegue, ao mesmo tempo, ser vaga e sólida, Demolidor é uma grande aposta que a Marvel, e a Netflix é claro, ganharam em um mercado duro como pedra; e sob essa pedra a Marvel deverá edificar a sua igreja, alcançando nas telinhas um pouco do seu glamour cinematográfico.



Nota: 08  

Por: Antonio Neto

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Assista ao trailer da série:
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