Vikings - S03E01 - Mercenary (Season Premiere)

Por Helena Souza

21 de fevereiro de 2015


SPOILERS ABAIXO:

Dentre as várias séries que assisto atualmente (acreditem, é o número considerável), Vikings é uma das poucas que não deixo ir para a lista de atrasadas, assisto na semana em que o episódio foi lançado e espero ansiosamente pelo próximo. Ainda por cima fico junto com o TvShow Time contando os dias para que a nova temporada comece. Essa série nunca decepciona, os primeiros episódios te prendem, o miolo te prende e os últimos episódios te prendem. Dessa vez não foi diferente, logo na season premiere tivemos batalhas, profecia de traição e ganchos curiosos para a temporada.

Encontramos Ragnar na mesma posição em que foi deixado na season finale: a de rei. Porém, com um tanto tempo já passado, visto que uma quantidade considerável de crianças apareceu – crianças essas que eram bebês quando as vimos pela última vez. É comum as pessoas mudarem seu pensamento quando alcança uma posição elevada, mas Ragnar se mostrou o mesmo, achei bonito o discurso que ele fez para seu filho, Bjorn, falando que poder não é para qualquer um, que ele nunca ansiou pelo poder, ele apenas veio; isso me fez lembrar do Ragnar lá dos primeiros episódios da season 1, um farmer que desejava explorar outras terras e que se esforçou para isso, foi então que o baque do desenvolvimento da série caiu em mim: ele cresceu tanto e foi nos mostrado de uma forma tão natural que eu nem mesma percebi. Em sua posição de rei, Ragnar foi buscar o que havia sido combinado com Ecbert, rei de Wessex, que havia sido Rollo e as terras para agricultura, entretanto, como diz uma famosa frase: contrato verbal não tem valor. Então Ecbert fez mais um pedido para Ragnar antes de entregar o combinado: os vikings deveriam mais uma vez lutar por Kwenthrith, para a princesa obter a coroa de Mercia, visto que da última vez, o tio e irmão dela foram quem saíram vitoriosos. Todos concordaram, menos Lagertha. Ah, Lagertha...


Se tem um tipo de personagem que amo, são as guerreiras por natureza, as que já nasceram com a tendência de serem grandes, e Lagertha é uma delas. Rei Ecbert estava certíssimo quando disse: “Ela é diferente de qualquer mulher que eu já conheci. Não há mulheres saxãs como ela. Eu estou apaixonado por ela. Uma escudeira. Uma guerreira. Uma agricultora. Uma mãe. Ela é incrível.”. Ela conquistou sua posição como Earl e impõe respeito. Por mais que haja um traidor – desconhecido por ela, mas já mostrado para nós quem é –, eu acredito que ela possa dar conta e se sobressair. Ela precisa fazer isso. Sua força e beleza não é somente notada por nós, mas, além de Ecbert, também por  Rollo e por Porunn. Eu tenho certeza de que Rollo se referia a ela quando disse que já amou muito uma mulher, visto que já temos consciência do que ele sentia por Lagertha, isso nos foi mostrado nas temporadas anteriores, por mais que eu não goste do fato de Ragnar ter escolhido Aslaug ao invés de Lagertha (tsc), isso me faz ficar satisfeita, pois tenho esse desejo de vê-la com Rollo desde a season 1. Ambos são imbatíveis, iria ser incrível os dois juntos. Ainda em tempo: queria mais espaço para ele nesse episódio, apareceu tão pouco...

Porunn vem mostrando potencial desde a season anterior, ela chegou na terceira temporada casada com Bjorn e, segundo ele, já carregando um filho dos dois. Mas não é isso que nos chama atenção, mas sim o fato de ela mostrar quem realmente quer ser, por ela se espelhar em Lagertha. A jovem se tornou uma shieldmaiden, por mais que Bjorn seja contrário a isso, bom, isso é uma das coisas que gosto do que é apresentado: se a mulher quiser ir para a batalha, ela não é impedida. Mas digo uma coisa, se Bjorn continuar a querer proteger sua amada durante a batalha, o próximo discurso que ele escutar de Ragnar não vai ser um bonito sobre como o poder é apenas para quem pode e não para todos que querem, mas sim um grande puxão de orelha.


Segundo a preview, nessa temporada Athelstan, o Priest, terá mais plots sozinho (inclusive com Judith, esposa do príncipe Aethelwulf), mas não virá somente disso sua grande importância. Já no episódio, ele se mostrou ser bem valioso nas negociações entre os reis Ragnar e Ecbert, apesar de ter sido um pouco confuso no início, deu para perceber que a série traz três idiomas: o falado pelos vikings, o pelos moradores de Wessex e o pela maioria dos telespectadores da série. Tudo o que eles falam, falam no idioma mostrado durante as negociações, porém, para a série não ser inteiramente legendada, nos é mostrado as falas em inglês. Quem ainda estava perdido nessa parte, conseguiu entender agora?

Como não poderia faltar, teve batalha nesse episódio. E muito bem produzida. Já foi constatado desde a season 1 que é muito difícil vencer os vikings em uma. Suas estratégias são as melhores, por isso suas vitórias são mais frequentes – não que sejam invictos. Até agora fico tentando entender no que o tio e irmão de Kwenthrith estavam pensando quando deixaram suas tropas tão desiguais para a batalha. Agora que o tio foi vencido, resta saber como será a revanche do irmão. Ficaria aqui comentando minhas ideias sobre tudo o que foi mostrado na preview da season, mas o texto ficaria enorme e fugiria do objetivo que é de comentar o que aconteceu no episódio. Então termino aqui com bons pressentimentos para essa temporada e esperando ansiosamente pelo que foi preparado.

Ps: Não posso deixar de citar o quanto Floki foi Floki quando reclamou que estava feliz demais e ficou bravo por Helga ser tão compreensiva, também de Torstein louco para ir para a batalha a fim de fugir das mulheres que diziam estarem grávidas dele.

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