Banshee - S03E02 - Snakes and Whatnot

Por Eliane Silva

23 de janeiro de 2015

 

 SPOILERS ABAIXO:
É indiscutível que qualquer série de TV, seja ela Banshee , Breaking Bad ou Mad Men realmente só tem sucesso se tem ela tem coração. Isso significa que uma porção de coisas, não apenas que nós nos preocupamos com os personagens e o que está acontecendo, mas também o sentido menos tangível de que as pessoas que fazem essa série realmente se preocupam com o que eles estão fazendo.

Mesmo em sua mais confusa, menos intensa primeira temporada, Banshee sempre me pareceu uma série onde os escritores legitimamente acreditam em tudo o que fazem e estão dispostos a experimentar e tentar coisas novas. A emoção eletrizante que sentimos fora da tela, basta olhar a sequencia de abertura brilhante de cobras e outros efeitos que assistimos na abertura do episódio. Era o tipo de coisa que você esperaria de Breaking Bad; a câmera seguindo a produção de medicamentos de  Kay Proctor, enquanto os nomes e créditos da série fica aparecendo. Emocionante e totalmente em sintonia com a emoção prometida da série.

Banshee descobre novas maneiras de nos lembrar de como ela é ótima toda semana, até mesmo um episódio mais calmo como este mais centrada na criação de conflitos que , sem dúvida, veremos ao longo da temporada, explode com tensões e a promessa de carnificina que está por vir.
Em termos de desenvolvimento um monte de situações aconteceram; os conflitos foram mais consolidados de várias maneiras, divertidas e eficazes. Conseguimos conhecer mais sobre o Coronel o novo amante de Carrie, que parece ser mais instável do que aparenta. Vimos Chayton mostrando seu lado honroso e protetor e visivelmente deu para perceber seu envolvimento com Nola no passado. Ainda tivemos Brock e sua ex esposa, que deixou mais uma vez claro que colocar o trabalho em primeiro lugar foi a razão para a sua separação e tivemos Gordon que se tornou um tipo de personagem que não apresenta nenhuma grande importância na série. Como um personagem que trabalhou quando estava no caminho de Hood e Carrie, mas que eu realmente não vejo qualquer sentido em continuar seus lamentos. Foi interessante vê-lo finalmente decidir mudar de vida depois de tantas cenas intermináveis dele bebendo e indo a clubes de striper, mas é difícil não questionar a permanência dele no show.

Banshee é excelente em dar ao público o que ele quer e não há sinal de que qualquer saída de personagem como por exemplo, Gordon fica longe de interferir na trama. Personagens como Chayton, Hood, Proctor e Nola são tão dinâmicos e interessantes e, até mesmo os recém chegados como o coronel louco e Billy o policial ex nativo da reserva indígena geram novas fontes de conflito. Com a menção de sua esposa e filhos e a chegada de um ex neo nazista que se apresentou para a vaga da delegacia de Hook, em um curto espaço de tempo ele tem sido habilmente estabelecido como um personagem que pode se preocupar e um bom ponto de confronto para a reserva e a policia.


Em outro momento do episódio, Proctor decide levar sua mãe doente para viver com ele e Rebecca. Além de reforçar a vulnerabilidade que faz Proctor um personagem tão atraente, eu tenho certeza que isso não vai acabar bem. Quanto tempo até ela vê seu filho em uma posição comprometedora? Exatamente o que isso significaria para o relacionamento de Rebecca e Proctor ,é neste momento não está claro, mas é quase certo que vai obriga-lo a enfrentar o que eles estão fazendo.

Segundo episódio de Banshee e o qual palavra usar para descrever? Simplesmente fantástica, simplesmente louca. Segundo episódio perfeito e cheio de novidades, amei que Meaghan Rath (Sally Malik - Being Human US) esteja participando da série e, espero que ela venha para ficar.

O assalto ao forte do Coronel vai ser o grande tema dessa temporada e não vai ser fácil para Hood e sua turma entrar e assaltar, prevejo muita situação de tensão, emoção e muita ação. 


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