The Originals - S02E07 - Chasing the Devil's Tale

Por Antonio Neto

21 de novembro de 2014


  SPOILERS ABAIXO:
Com todo o nicho fantástico correndo nas veias de The Originals é fácil esquecer-se que a série trata, acima e apesar de tudo, de uma família. Vemos isso quando o ponto alto de um episódio não é o avanço da trama a qual a série vem desenvolvendo ao decorrer de sete episódios e sim um passeio com um pai há muito perdido, um monólogo sobre monstros de um personagem moralmente afetado ao seu irmão e uma relutante reunião familiar. Sendo assim, não teve para ninguém, centrado nas naturezas de seus personagens, Chasing the devils tale foi o “sacode” que a segunda temporada precisava.

Tendo o episódio apresentado tantas coisas em seus variados núcleos, essa review seguirá o seu exemplo, dividindo-se também.

Começaremos com Hayley e a sua magnifica evolução de personagem. É muito interessante observar como a loba cresceu moralmente passando de uma jovem que “caiu de paraquedas” em um conflito que, de inicio, não era seu a uma líder que precisa encontrar formas de salvar o seu povo e, acho que terei que mencionar isso em todas as reviews agora, busca em Marcel um aliado de valor. Grande equipe os dois formaram! Conseguindo, inclusive, capturar os irmãos de Klaus. Tendo a morte de Ollie realmente afetado os lobisomens, ela encontra em Jack o alfa que precisa para começar a recuperar o controle de sua alcateia.
Sem tempo para subtramas, o episódio foi objetivo e gostou disso. Sabendo aproveitar-se de meros toques da temporada passada onde Nova Orleans era quase um personagem. A série bebeu da cultura de sua anfitriã dando toques críveis à sua fantasia. Ouvimos até um Jazz, num momento critico onde Cami mostra que entrou de vez nessa de "líder da facção humana".

Klaus precisa fazer Elijah acordar e então vai em busca de uma orquídea rara para isso, tendo no caminho um encontro com o seu pai – seu verdadeiro pai, dessa vez.  Há muito tempo venho me perguntando que tipo de pai Klaus será para Hope e esse episódio deu-me um sneak-peak daquilo que veremos quando o bebê voltar. Não teve nada mais doloroso e poderoso (visualmente e psicologicamente) do que assistir Klaus matando algo que ele sempre quis ter: um pai. Foi estranho. A última pessoa de quem esperamos sentir pena em um assassinato é do assassino. Mais uma vez a série apresenta um plot de sacrifícios e escolhas, empurrando seus personagens em um complexo de querer versus precisar.

Davina e Kol... Ainda não sei o que sentir sobre esses dois. O romance não é tão convincente e seu andamento arrasta a trama, mas ganha pontos pela insistência e confusão – Kol está apenas usando Davina para ajudar a sua mãe? Kol está curtindo o relacionamento? Todas as opções? - Mas, esse plot não vive apenas de romance, fomos apresentados ao túmulo que o bruxo usava antigamente na época da guerra dos vampiros/bruxas. Irá Davina encontrar alí o que ela precisa para “matar” o Klaus?
Com um enredo que conhece bem as suas pontas soltas e aproveita-se o máximo que pode delas sem, no entanto, sentir obrigação. Jogando as mesmas lá para frente e, junto com elas, a trama, Chasing the devil’s tale soube utilizar todos os recursos de um episódio bombástico salvando o máximo que pode de uma conclusão sem atar ou desatar.

Nota: 09

Menção honrosa: Grande final, hã? Estou ansioso para saber o que Klaus e Elijah farão com Kol e Finn e também para ver o grande diálogo psicológico que Esther e Cami provavelmente terão.


Assista a promo do próximo episódio:
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