The Originals - S02E05 - The Red Door

Por Antonio Neto

5 de novembro de 2014

   
  SPOILERS ABAIXO
Faz parte do cânone mitológico de ambas as séries – The vampire Diaries e The Originals – que os vampiros possuem emoções ampliadas, sentindo assim, mais do que os humanos. Portanto não seria nada menos do que justo que um episódio centrado nos conflitos envolvendo os primeiros vampiros fosse à flor da pele... Embora não tenha sido bem assim.

Com uma trama movida ao redor da obsessão de seus personagens The Red Door começa exatamente onde Live and Let die acaba: Klaus derrotou Mikael num conflito corpo a corpo e Elijah foi capturado por Esther. Muita ação era esperada desse episódio, embora o mais comentado fosse a participação de Nina Dobrev (interpretando a doppelganger original) então como ele conseguiu manter-se usando apenas um pouco dos dois?

Em duas palavras: O texto. A qualidade dos diálogos leva o episódio. Temos conversas que, quando não memoráveis chegam ao porte de intrigantes. Mikael e Cami, Elijah e Esther, Klaus recém descobrindo sua licantropia e o humano Elijah. Diálogos que quando aliados à trama levam a série pelo perigoso caminho do “fan service”.

Fan service sim, pois os flashbacks acabam importando mais do que a trama. Mesmo àqueles que não servem aos propósitos de torturas da Esther. Somos guiados através de cenas que possuem a boa intenção de abranger a mitologia da série (Porquê que o sangue da Elena serve para fazer híbridos? Como foi a primeira transformação do Klaus? Relacionamento da Esther com o Elijah?) ocultados sob o véu da exerção de linguiça. As perguntas já haviam sido respondidas, embora nunca “mostradas”.
Mas nem só de filler viveu o S02E05, o episódio teve um ponto interessante e esse foi a Esther. Descendo do seu salto de bruxa poderosa recém-ressuscitada e sendo uma mãe preocupada com os seus filhos. Temos aqui um paralelo interessante entre o que a Esther quer vs O que a Esther faz. Ela é uma mãe que quer unir a sua família, mas não medirá esforços para isso – ou seja, torturar é educar. 

Com picos entre “ser mais do que um episódio morno” e um “eu esperava mais” o episódio acaba por girar 360° e acabar do jeito que começou: Elijah está preso e Klaus está sob a ameaça de Davina e Mikael. Embora tenham acontecido coisas demais para ser considerado um episódio procedural, com poucos desenvolvimentos e muitas pontas soltas, The Red Door acaba sendo apenas isso. 

Nota: 06

Menção honrosa: A ideia de “uma porta vermelha” onde guardar a sua culpa é algo bastante interessante. Explica bem como o Elijah consegue manter o controle sem corromper-se. Estou ansioso para descobrir como ele reagirá uma vez que ela tenha sido “aberta”.


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