The Originals - S02E04 - Live And Let Die

Por Antonio Neto

30 de outubro de 2014

SPOILERS ABAIXO
“O que isso importa para você? Quando você tem trabalho a fazer, você tem de fazê-lo bem,você tem que dar ao outro camarada o inferno.” Live and let die – Paul McCartney.

Olá, pessoal. Meu nome é Antonio Neto e eu sou o novo colaborador do Séries em foco. Sou viciado em seriados há um bom tempo e finalmente criei coragem para começar a resenhá-los. Espero que vocês gostem do tempinho que passaremos juntos, por que eu certamente gostarei.

Agora deixemos de conversa e vamos direto ao assunto. 

Para ser sincero, o plot dessa temporada de The Originals não havia me empolgado. O sentimento de “ninguém morre nessas séries da CW?” era grande demais. Não descia. Embora, e eu tenho que dar o braço a torcer aqui, a trama tenha vindo bem explicadinha lá de The Vampire Diaries (O que eu achei um crossover bem legal entre as séries) e que a Esther aproveitou-se do ritual de sacrifício da colheita para voltar – e trazer o Finn e o Kol também. Não era forçado, como a ressureição de personagens costuma ser, mas ainda assim a empolgação não me encontrou... Até esse episódio.

Live and let die começa com aquela atmosfera tão típica de The Originals que, na série, é quase um previously: Confrontos estouram por toda Nova Orleans. Cada um dos personagens principais tem seu prato cheio com alguma coisa: Davina quer acabar com a ligação entre os originais e seus transformados, Elijah sente-se obrigado em treinar sua vampira-aprendiz (Aliás, que cena foi aquela entre os dois, hein? Vejo um ship navegando no horizonte? O Elijah finalmente vai se interessar por uma mulher que não ficou primeiro com o seu irmão? #doentio. Veremos. Rsrs), Klaus procura Davina porquê sabe que ela tem seu pai em uma coleira, Hayley tenta impedir que o exército de lobisomens faça uns recrutamentos polêmicos e Cami aparece para entendermos o que se passa pela cabeça do Klaus. Só o Marcel fica um pouco apagadinho.

Falando em Cami - e pulando um pouco para o final do episódio - seu poder sob o Klaus é impressionante! Elijah ficaria com inveja. Acho muito irônico da parte dos roteiristas que a única personagem humana da série tenha assim tanta efeito na mente mente sofrida e distorcida do Klaus. Principalmente, após vermos como o Elijah com todo o seu poder de manipulação pouco sucesso obteve na sonhada redenção do híbrido. Mas o poder de Cami talvez derive exatamente disso: Sua vulnerabilidade. É, no minímo, um relacionamento interessante.
Dentro de suas próprias limitações, o episódio flui bem. A trama está tão amarrada em torno de si mesma que não há um núcleo chato ou menos interessante. Bruxas levam a lobisomens que levam a vampiros que conduzem a série. Tal fluidez acaba nos levando a pensar se esse realmente é um episódio com todos os 40 minutos normais. Não há exageros e as coisas fazem sentido, lição que a série original – The Vampire Diaries – bem que podia aprender.

O episódio tem seus momentos Karatê Kid, como o vampiro Josh acaba por gracejar, de lições morais e físicas. Temos nele, dois desenvolvimentos de personagem paradoxalmente interessantes. De um lado, Gia, vampira recém-formada que precisa aprender a controlar a sua força e seus poderes novos. Do outro, Davina, bruxa poderosa que decide aprender a lutar e descobrir a força que pode ter sem sua magia em um mundo de criaturas. É uma parte pouco importante, mas seria interessante se eles continuassem a explorar isso. 

Enfim... Lotado de conflitos, amaciado por desenvolvimentos e acerejado no topo com um final bem “WTF, e agora?” o episódio funciona muito bem. Do tipo que se assiste na beirada da cadeira, embora seja mais como uma passagem, ligando o telespectador entre uma ação e sua reação, pois só nos resta saber o que virá semana que vem. Mas talvez, com um olhar bem característico da série, a resposta se encontre no trecho acima, na música que dá nome ao episódio.
Menção honrosa: Numa parte bem menos importante da trama, vemos surgir uma faísca de relacionamento entre o vampiro Josh e o lobisomem Aiden. Tal seguimento me chocou por ser o tipo de relacionamento "proibido" entre duas facções inimigas, coisa bem de adolescente, numa série do porte de The Originals. Mas talvez, exatamente por ser The Originals e também um relacionamento homoafetivo, as coisas tenham uma ótica e direcionamento diferentes.


Assista a promo do próximo episódio:
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