GOTHAM - S01E02 - SELINA KYLE

Por Louren Mayara

2 de outubro de 2014

SPOILERS ABAIXO:
No segundo episódio de Gotham, intitulado de Selina Kyle, abrangeu bem mais do que só a história da Gata e mostrou o potencial e a maior pretensão da série, o fato de escancarar os problemas sociais da cidade, além de explorar personagens de uma das melhores histórias em quadrinhos. A relação entre esses dois pontos teve um introdução e desenvolvimento bem marcantes nesse episódio, além de diálogos e interações bem interessantes.

O descaso com a população mais necessitada foi um dos pontos explorados nesse episódio, o fato de as autoridades só se envolverem no caso das crianças desaparecidas quando isso chegou a atrapalhar um restaurante, mesmo sabendo que os desaparecimentos vinham acontecendo com frequência não fizeram nenhuma alerta na mídia, ou mesmo a "solução" que o prefeito arranjou para as crianças resgatadas, tudo isso evidencia a injustiça tão presente em Gotham e que o Gordon está tão decidido a lutar contra, a ponto de discutir cara à cara com o prefeito. A forma com que ele lida com as dificuldades impostas à sua luta por justiça é heroica, totalmente idealista, mas é um traço da personalidade do futuro Comissário Gordon, uma característica fundamental para a futura Gotham. O Ben McKenzie pareceu mais seguro e no controle das suas interpretações.

Em paralelo com a corrupção, acompanhamos a ambição sempre presente na máfia de Gotham e a luta por poder entre as famílias de mafiosos, o plot do crescimento dos vilões veem sendo desenvolvido com competência mesmo eu acreditando que ainda falta mais um aproveitamento da individualidade de cada um, as tramas que ocorrem na violenta Gotham estão sempre presentes e é um dos marcos da obscura cidade, basta o Bruno H. escolher e desenvolver a história. A Fish Mooney e o Pinguim estão tendo um maior espaço na história, cada um na sua situação. Como a Fish não é um personagem dos quadrinhos, na série é difícil prever até onde ela vai, por enquanto, só sabemos que os planos dela são para derrubar o Don Falcone do poder, lembrando que a família Falcone é uma das mais poderosas financiadoras da máfia, e inclusive ainda é, quando o Batman chega na cidade. Já a saga do Oswald Cobblepot, futuro Pinguim, que está tentando voltar para Gotham (ri quando ele vinha andando na br) foi bem promissora, dessa vez de forma mais inteligente foi acrescentado indícios de sua futura personalidade psicótica, mas ainda mantendo a ideia dele ser só fruto de uma mãe excêntrica e totalmente fora de si. 
Acho que é interessante dar uma introdução com base nos quadrinhos para alguns vilões da série, e nessa review eu não poderia escolher outro. Selina Kyle é minha personagem feminina preferida dos quadrinhos, ela surgiu pela primeira vez em 1940, em Batman 01, e evoluiu bastante nesse tempo, mas basicamente ela é uma ladra com talentos especiais, à muitas discussões sobre ela ser realmente uma vilã, já que ela comete seus crimes mas sempre termina fazendo o bem, além de ter sido retratada várias vezes com uma relação amorosa com o Batman, que chegou até a contar sua identidade a ela, inclusive à um futuro alternativo em que os dois tem uma filha. 

Voltando a série, o plot da jovem Mulher Gato e dos sequestradores de crianças que foram acontecimento que não me agradaram, o que eu consegui absorver foi que aqueles dois engomados trabalhavam para o Dollmaker (fazedor de bonecas), que já teve participação em Arrow (Quem lembra ?), e que possivelmente será o vilão em foco nos próximos episódios. Sobre a Gata, novamente, e da forma certa dessa vez, acrescentaram mais sobre a personalidade forte dela, o jeito como ela sempre consegui o que quer impondo a sua vontade sem deixar outra escolha, foi desnecessário aquela cena em que o capanga aparece sem os olhos não achei que foi bem caracterizado. A interação dela com o Gordon pode ser mais explorada e provavelmente será nos próximos episódios.

O crescimento complicado do jovem Wayne e seus traços generosos foram abordados também, gosto de como está sendo desenvolvida a relação entre Bruce e o Gordon, é como se o detetive acabasse empurrado involuntariamente, é claro, o menino para o caminho do Batman, como o conselho de enfrentar seus medos e agora dizendo que o dinheiro não é a melhor forma de ajudar quem precisa, é um jeito muito inteligente de acabar trazendo o Gordon para a vida do Bruce desde cedo.
Minha conclusão sobre esse episodio é que seria uma boa ideia escolher um vilão para trabalhar mais profundamente e explorar as tramas paralelas que não devem deixar de existir, afinal é Gotham, mas acho que esse ponto já está encaminhando junto com o nome Dollmaker, o que me tranquiliza bastante sobre as dúvidas que ainda tenho sobre a série.


 Assista a promo do próximo episódio:
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