Nostalgia (Por: Alvaro Luiz Matos)

Por Alvaro Luiz Matos

28 de junho de 2015


Sabe aquela série que te traz boas lembranças? Em nossa nova coluna “NOSTALGIA” nossos colunistas irão falar das três séries que mais lhes marcaram, sejam elas pela qualidade, pelo momento, ou apenas por uma boa lembrança. 

Vale lembrar também que sou "novo" nesse mundo, que não assisto séries a tanto tempo assim, são alguns anos e portanto não verão séries tão antigas na lista.

DEXTER

Minhas escolhas se baseiam em percepções pessoais, momentos e pela minha entrada no mundo das séries. Dexter foi à primeira série que procurei um link pra baixar e a primeira série que assisti uma temporada em uma noite.


Mas meu sentimento por Dexter vai além dele ter marcado um momento, ela também teve seus dias áureos e mesmo quem queira tirar todo o mérito dela pelo final questionável eu me recuso a dizer que não valeu apena. Todo o caminho percorrido foi árduo e mesmo que tenhamos visto ela se perder em alguns momentos, nada me fará esquecer as primeiras temporadas.

A série segue um serial killer sem sentimentos, mas que segui a risca um código para não ser pego e estar sempre longe dos olhos das pessoas, que limpa as ruas e afasta delas os criminosos perigosos e que a policia não teria como pegar, e faz tudo isso apenas pra matar a sua cede por matar. Um personagem que cresce temporada a temporada e deixa aos poucos o sentimento tomar teu coração e fazer dele uma presa exposta e que preferiu ficar longe de tudo e todos para viver os teus anseios. Uma série que teve um final dramático e remendado, e que se perdeu e se encontrou algumas vezes.

Foi com Dexter que aprendi gostar de séries, de diálogos densos, de questionamentos internos, de ter um código pra viver e principalmente questionar o que é justiça e o que não é. Crescemos com Dexter, mas crescemos principalmente com a Deb, demos tchau a personagens que não queríamos que fosse embora, e recebemos personagens que nem deveriam ter chego. Sem falar que aprendi a admirar Michael C. Hall, um dos melhores atores que vi atuar.

Mas nostalgia é isso, não precisa ser a melhor, tem que ser as que mais te trazem saudades, e Dexter é uma das séries que mais me traz esse sentimento.

HOW I MET YOUR MOTHER
Meus olhos brilham só de lembrar, de ter conhecido a Mother e tê-la visto partir, te ter acompanhado todos os códigos do Barney e aprender sobre suas cantadas, de ver um casal fofo como Marshall e Lily crescerem juntos, e lembrar da jornada mais engraçada que pude acompanhar.

Uma série que flutuou sempre entre o drama e a risada, entre a coerência e o abstrato e conquistou legiões de fãs. Uma série que deixou saudade e gerou polêmicas. E por falar em polêmicas, o final da série foi o mais questionado, mas com toda a certeza foi um dos mais coerentes e planejados dos quais assisti e isso tem sim de ser valorizado.

A série poderia ser só mais uma que apresentava um grupo de amigos e romances paralelos, mas foi, além disso, e apresentou inovações como os flashbacks que rotineiramente utilizava mostrando um passado nostálgico muitas vezes na época da faculdade, onde Marshall, Lily e Ted se conheceram.  Teve o garanhão da turma, o Barney, que também não seria uma novidade se ele não fosse tão caricato e tão peculiar, sempre com seu terno, com seus joguinhos e suas trapaças (sem falar do seu trabalho desconhecido). E por fim temos a personagem que entrou pra turma no primeiro episódio e tomou a cena dramática da série do início ao fim, a Robin. Personagem essa que embora nem sempre tenha sido a mais carismática, era sem dúvida um belo motivo pra se parar em frente à TV e ficar babando pela sua beleza única.

Essa série não só traz nostalgia como também nos deixou louco procurando uma nova série entre amigos, uma nova dramédia romântica que possa ocupar o buraco deixado por essa turma. E se isso não é nostalgia, eu não sei bem o que pode ser.

CHUCK
Chuck teve o final mais revoltante da minha curta jornada das séries, talvez uma revolta que me enchia os olhos de lagrimas e tristeza, afinal era de doer o peito. Foi também a série que me apresentou a minha atriz favorita, Yvonne Strahovski, linda e simplesmente imbatível.  Uma comédia muito diferente, muito subestimada e sem dúvida uma das que mais me fizeram rir. Sem falar que era uma série leva, que aliviava meus dias nas tardes da SBT no meu intervalo entre estágio e faculdade.

A série tem uma história bastante fantasiosa como plot inicial e vai crescendo e transformando seu mundo em algo que queríamos viver. Uma comédia nerd que também fala de espiões, missões, trapaças, conspirações e grandes organizações como vilãos. Uma combinação maluca, mas certeira.

O que mais me traz nostalgia aqui é o casal principal, Sarah e Chuck, um casal entre um nerd covarde e a mulher mais linda que já vi na televisão interpretando uma espiã calculista. Um nerd que tem na cabeça todas as informações do governo e por isso passa a ser importante para eles e ganhara a proteção do governo, entrando em algo que nunca pediu para estar.

Como toda série que me encantou, essa não foi diferente, teve altos e baixos, seu canal, a NBC, fez de tudo para mantê-la mesmo com audiências ruins, e acabou mantendo mais do que deveria, pois a penúltima temporada já não era mais a mesma, e a última então foi quase um remendo. Quem seguiu acompanhando não queria mais saber das aventuras e sim do casal mais lindo que já assisti na televisão.

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