GOTHAM - S01E01 - PILOT (SEASON PREMIERE)

Por Louren Mayara

25 de setembro de 2014


SPOILERS ABAIXO
Finalmente esse dia tão aguardado chegou, depois de tanta propaganda lotando a home do meu twitter e me deixando ansiosa, eu pude ver se o trabalho do Bruno Heller é tudo aquilo que ele prometeu, então, tirei minha capa preta de justiceira, coloquei um sobretudo de policial e fui loucamente assistir esse pilot, que de forma geral, foi muito competente, exagerou em alguns pontos é verdade, mas transmitiu o que será a trama daqui pra frente.

Uma série sobre o Batman, mas contada em terceira pessoa, é basicamente a ideia bruta em que Gotham foi baseada. E quem mais qualificado para essa tarefa do que o James Gordon ?  O primeiro personagem a dar apoio e dividir o compromisso de salvar a cidade com o justiceiro mascarado. Primeiramente a proposta de Gotham é bem diferente do comum, deixar alguém como o Batman de lado e focar em outro (Gordon), que também tem uma história interessante, mas que não é tão fodão quanto. Talvez esse seja o ponto onde a série pode se afundar ou decolar, a escolha do criador foi ousada, agora tem que fazer funcionar.

O elenco também me deixou satisfeita, no mundo do Batman existem personagens icônicos que já foram interpretados dezenas de vezes eternizados por uns ou criticados por outros, mas o caso é que é difícil dar vida a um personagem totalmente formado e deixar sua marca nele, ainda é muito cedo para julgar esse assunto, mas, tenho que dizer que o Robin Taylor (The Walking Dead) no papel do Oswald Cobblepot que é o pinguim, ainda jovem, me chamou instantaneamente a atenção acho que finalmente senti que o pinguim vai ser bem interpretado(mesmo que seu interprete não seja gordo e baixinho). Entrando nessa deixa de personagens, não entendi o porque da introdução de tantos personagens em um curto período como ouve nesse episódio, com exceção da Fish Mooney e do Pinguim que participaram diretamente da trama do episódio, não houve sutileza na apresentação de personagens como o Charada ou o Alfred, mesmo assim gostei da participação da Selina Kyle no episódio, gosto de ver a mulher-gato em tudo que tenha o Batman como assunto, no caso a menina-gato.
Acho que a cena mais importante da história de Bruce Wayne e o marco do nascimento da busca por justiça do Batman é justamente o assassinato de seus pais, Thomas e Martha Wayne, e foi retratada de forma que não se tornou cansativa, por todos já terem visto. Os elementos que marcaram esse acontecimento estavam todos lá, o roubo do colar o assassinato sem sentido, o último olhar do Thomas para o filho, e o consolo/conforto que o James Gordo dar ao ótfão Bruce, a promessa de justiça. Justiça essa que é bem escassa na cidade do detetive, como bem sabemos de todas cidades fictícias Gotham é disparada a maior fabricante de delinquentes, de máfias e de lunáticos que se possa imaginar, e é com o intuito de restaurar a paz na cidade que pessoas como Gordo aparecem, e posteriormente o Batman.

O parceiro do Gordon é o detetive Harvey Bullock, e a dinâmica e contraste entre esses dois foi e vai ser bem interessante. Eles fazem um tipo de policial bom e policial mal, a situação em que Gotham se encontra (dominada por gangues) já engoliu o Harvey, ele entende o sistema imposto e se acomodou diante dele, eu não acho que ele seja um policial mal, ele escolheu o caminho mais fácil, já o Gordon é cheio de seus ideais de justiça e sempre vai ser assim, ele vai lutar bravamente para mudar o cenário de criminalidade, e vai sempre tentar escolher as decisões certas para Gotham. Tentando desvendar o caso do assassinato dos Waynes (que não será desvendando tão rapidamente) foi que Gotham mostrou-se uma boa série, o ritmo empregado e as boas atuações fizeram com que o episódio fluísse deliciosamente, enfatizando o excelente trabalho do Bruno Heller em séries desse estilo.

A estrutura em que a série vai se basear foi perfeitamente montada, o sistema corrompido de Gotham inclusive com a introdução do Don Falcone, que é um dos mais poderosos líderes da máfia, a idealização do Gordon por justiça principalmente agora que ele entende e viu como funciona o comando da cidade, algumas características que o jovem Bruce começa a desenvolver, como na cena em que ele tá no telhado, e a expulsão do Pinguim de Gotham. 
A atmosfera em que a série retratou Gotham foi perfeita, o ambiente acaba te levando em uma completa interação com as cenas, trilha sonora bem encaixada e a direção de imagens foi espetacular, em termos técnicos a série não ficou devendo absolutamente nada. Em longo prazo espero que o Bruno Heller não comenta alguns erro que cometeu em seus outros trabalhos, como The Mentalist, que chegou à um ponto de me causar fadiga, mas, é só um medo de telespectadora que é fanática pela história do Batman. 

Gostei do episódio como um todo, não foi o melhor pilot que já assisti mais com certeza foi um dos melhores. A série é uma grande promessa de seu canal (FOX) e tem uma longa jornada para provar tudo aquilo que prometeu, estarei acompanhando fielmente e criticamente até o fim da temporada. 


 Assista a promo do próximo episódio:  
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