(REMEMBER) SPARTACUS – S03E10: VICTORY (SERIES FINALE)

Por Alvaro Luiz Matos

21 de agosto de 2014

SPOILERS ABAIXO:
Valeu apena todos esses anos? Não seria somente o último episódio que definiria isso. Vamos relembrar?

Quero começar falando da imensa e incomparável carga emocional utilizada durante todo o episódio. A imagem de um recém-nascido foi utilizada com a analogia de esperança e recomeço, enquanto víamos se fechar um ciclo grandioso e importante dessa história. Talvez esse tempo todo estivesse errado ao me deixar levar pelas guerras e batalhas, imaginando que Spartacus destinava sua vingança contra Roma, pois nesse momento de comoção o objetivo era apenas um: A liberdade de milhares de inocentes.
Crassus e Spartacus finalmente ficaram frente a frente para um confronto ideológico. É interessantíssimo entender que cada um estava no papel que lhes cabia. O primeiro, sempre justo com seus escravos, mirava Roma como forma de crescer na sociedade, o segundo procurava dar a liberdade a todos que foram arrancados de suas terras e escravizados para servir o ideal infame de crescimento da capital. Nada mais justo que dois homens honrados estivessem em lugares opostos da sociedade, onde, em circunstancias normais, um se orgulharia de ter o outro como amigo.

Outro momento ainda mais emocionante foi quando Crassus descobre a verdade sobre seu filho e imbuído pelas lagrimas pede perdão a Kore, esse momento nos deu a entender que o perdão seria incondicional para logo nos mostrar que o dever de um imperador vai além do amor. A personagem pode não ter sido convincente para alguns críticos dos quais pude acompanhar, mas em minha opinião não só foi convincente como foi comovente toda a história envolvendo o amor entre um imperador de tropas romanas e uma escrava.
Spartacus durante todo o tempo sabia que não venceria essa guerra, mas dar sua vida em troca da liberdade de um número maior de inocentes foi a tônica desse Series Finale, dessa forma nem tudo se tratava de uma morte gloriosa e sim de uma vida para aqueles que amamos. A série se encerrou como começou, em meio de lutas e tristezas, mas de forma poética e romântica como não poderia deixar de ser.

Sobre as ótimas batalhas que tivemos no episódio não da nem para comentar. Um há um foi morrendo sem que a batalha parecesse fácil, mas aos poucos todos os personagens principais iam se despedindo da série. Nenhuma batalha durante esses três anos foi assim tão bem montada, um campo de batalha entre multidões sempre me fez achar que a Arena de Cápua guardaria os melhores momentos da série, mas depois desse episódio, de todas as mortes e de todas as batalhas individuais eu passei a acreditar que nunca havia visto nada igual.
As palavras me fogem quando tento escrever sobre a sensação que me paira sobre o momento da morte de Spartacus, rever todos os personagens queridos e a sensação de que tudo aconteceu pelo desamor de Roma pelos seus iguais e ver que na história da terra tanta coisa de ruim poderia ter sido evitada ao se optar por amar e não possuir, que minha garganta embarga a sensação do fim.

Simplesmente acabou gente, foi lindo, emocionante, alucinante, mas acabou.

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