NOSTALGIA (POR: PÂMELA ALBUQUERQUE)

Por Pâmela Albuquerque

20 de agosto de 2014


Nostalgia. Em se tratando de séries muitos nomes me vêm à cabeça, muitos mesmo. O mais legal é constatar que para cada época da minha vida eu posso citar algum seriado e uma música de abertura já é o suficiente para despertar os sentimentos mais nostálgicos. Acho que pelo fato de eu ter uma mãe que me colocava pra dormir enquanto assistia à alguma série na TV, fez com que elas sempre fizessem parte da minha rotina de alguma forma. Confesso que foi difícil escolher somente três, porém resolvi listar aqui aquelas que mais me marcaram.

FULL HOUSE

Em primeiro lugar, porque não falar da primeiríssima? Aquela que fazia com que eu, recém-alfabetizada, quisesse ler cada vez melhor só para acompanhar as legendas na Warner e parar de assistir à versão dublada. Full house ou Três é demais, como era chamada no Brasil, foi ao ar pela última vez em maio de 1995 contabilizando oito temporadas.

A sitcom narra a rotina da casa de Danny Tanner e se passa na cidade de São Francisco, Califórnia. Tudo se inicia a partir da morte de Pam, esposa de Danny, em um acidente de carro. Fato que o leva a convocar seu melhor amigo de infância Joey Gladstone, e seu cunhado Jesse Katsopolis, irmão mais novo de Pam, a ajudarem, por um primeiro momento, a cuidar de suas três filhas: D.J., Stephanie e a pequena Michelle. Porém, o que era para ser por apenas algumas semanas torna-se uma bem humorada convivência de anos.

A história vai se desenvolvendo de acordo com o crescimento das meninas e com o gradativo amadurecimento desses três homens atrapalhados. Eu particularmente adorava o Tio Jesse, com aquele jeito rebelde e carinhoso de ser, sempre tinha aquela pegada rock’n roll e oscilava entre a imaturidade e as exigências de responsabilidade que a vida pedia. Não é à toa que ele se tornou o meu primeiro amor platônico. (risos)

Essa sem dúvidas me marcou demais. Confesso que até hoje tenho vontade de conhecer São Francisco dentro de um carro conversível, de ter um Golden Retriever caramelo e chamá-lo de Cometa.
FRIENDS

Como eu poderia deixá-la de fora? Essa que é tão querida por tantos e atingiu um sucesso absurdo. Friends é uma daquelas séries em que eu já vi todos os episódios e sempre acabo rindo das mesmas piadas. 

Uma comédia que conta história de um grupo de cinco amigos com personalidades distintas e que convivem na badalada cidade de NY. Ross, Rachel, Mônica, Chandler, Phoebe e Joey representam um encontro que configurou uma espécie de família, passando uma determinada parte da vida junta ao longo de suas dez temporadas. Relacionamentos, situações hilárias e passados inusitados movimentam a trama e mostram o que levou cada um até ali.

Nunca vou esquecer o aperto no coração que eu senti nos últimos episódios. Cada passo rumo ao fim fazia com que a série que sempre me fez rir me arrancasse lágrimas com muita facilidade. O último café no Central Perk, o tão esperado final feliz de Ross e Rachel e a cena do último episódio em que a câmera, após mostrar o apartamento da Mônica vazio, as seis chaves em cima da bancada e que chega por fim ao close na famosa moldura amarela, são sequências emocionantes. Posso lembrar exatamente onde eu estava e como era minha vida nessa época. Friends fez parte da minha adolescência e me lembro de seu fim como uma despedida de um velho amigo que sempre vou lembrar com carinho.
THE WONDER YEARS

No Brasil conhecida como Anos Incríveis. Essa, apesar de ser a mais antiga das três e ter se encerrado no ano em que eu nasci, só vim a assisti-la um pouco mais velha. O que foi ótimo. Afinal, uma das coisas que mais me encantou foi o fato de conseguir reconhecer diversos acontecimentos históricos dos anos 60/70 que são intrinsecamente retratados no desenvolver da trama.

A série é de uma sensibilidade incrível. Retrata toda uma época pelos olhos do protagonista Kevin Arnold, que é um adolescente tendo de lidar com as questões da juventude e todo esse universo que envolve o próprio crescimento. Sempre ao lado de seus melhores amigos e vivendo novas descobertas, amores e questões familiares. As experiências do jovem entre o final dos anos 60 e início dos anos 70 são narradas por ele mesmo posteriormente, apresentando um Kevin mais velho, com maturidade e contando sempre o que aprendeu com cada uma delas.

Sim, sou louca por séries antigas e poderia ficar aqui horas discorrendo sobre cada uma delas, porém anos incríveis será sempre uma das minhas preferidas.

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