(REMEMBER) DEXTER – S08E12: REMEMBER THE MONSTERS? (SERIES FINALE)

Por Alvaro Luiz Matos

25 de julho de 2014


SPOILERS ABAIXO:
Alguns episódios ficam em nossa cabeça, marcam e deixam aquele gostinho de quero mais. Essa sensação é tão boa que convidamos vocês a relembrar com a gente.

Só se decepcionou quem estava afim de muita ação. Como eu procurava uma conclusão cheia de emoção consegui o desfecho que queria.

A primeira parte do episódio foi completamente tomada por uma sequência com muito mais dialogo do que ação (ao contrario do episódio passado), mas acredito que esse deveria mesmo ser o tom do episódio, afinal de que adianta uma correria se nada estivesse sendo dito? Em um episódio final o importante são as lembranças, as conversas e o sentimento.

Um momento que agradou muito foi a forma que Dexter matou Saxon, não pela morte em si, mas pela bela atuação dos atores que interpretam Batista e Quinn no momento em que viram o vídeo. Quinn estava certo que Dex fez o correto e Batista demonstrando preocupação com ele, mas entendendo a situação. Para os críticos eu chamo a atenção para o quanto o roteiro os recuperou (principalmente Batista), aqueles dois personagens perdidos de antes foram muito bem utilizados nessa temporada. 
A partir do embarque de Hannah o episódio começou a ganhar um tom de resolução. O caso “Deb” foi, para mim, surpreendente, claro que passou por minha cabeça que ela poderia morrer, mas o roteiro fez com que fosse mais do que uma despedida, fez com que ela perdesse toda a capacidade cognitiva, deixando o episódio ainda mais triste.

Vale lembrar que durante a temporada toda eu disse que ela era minha personagem favorita e que esperava uma maior valorização, dessa forma a última coisa que eu queria era vê-la morrer. Sou totalmente contra a eutanásia, mas uma série que quebrou tabu quando foi lançada tem todo o mérito de utilizar esse artificio para mobilizar os fãs.

Dex pegou sua irmã e fugiu daquele com o corpo. Até ai imaginei que ele queria joga-la ao mar, mas a minha esperança era que ele não o fizesse. Depois ele liga para Hannah, diz que a ama, diz que ama Harrison e foi dando muitas dicas do que iria fazer. Quando Dex jogou seu celular ao mar meu coração doeu, se fosse para morrer tudo bem, mas não queria vê-lo se matar depois de tantas coisas.
Isso me pareceu egoísta, com a irmã que morreu por ele, injusto com Rita que foi morta por sua culpa, injusto com Harry e Vogel que o ensinaram uma forma de viver, injusto com seu irmão, injusto com Lumen a quem ele ensinou uma nova forma de viver, injusto com Hannah e Harrison que estavam o esperando para serem felizes para sempre. Injusto porque nós queríamos vê-lo feliz.

Minha vontade foi de jogar o computador longe, nenhuma das minhas séries favoritas terminariam de forma feliz. Foi ai que a série resolveu nos dar esperança, nos mostrou Dexter vivo em outro local e nos deixou aberto a qualquer possibilidade.

Como disse lá em cima: Decepção? Não, eu sinceramente não me decepcionei, fiquei triste que Dexter tenha ficado longe de Hannah, fiquei chateado por vê-lo sozinho e por Deb ter morrido. Mas entendi toda a coerência, entendi que o roteiro desde o início nos mostrou que ele terminaria sozinho, entendi que o final tinha que ser aberto, que tinha de ser mais do que uma conclusão, que tinha que reiniciar um novo processo.
Enfim, vão faltar palavras, vai faltar aceitação. Se foi a minha série favorita, se foi a série que eu me prendi em diversos momentos, a qual quebrou tabu, a qual foi mais longe do que qualquer outra quando mostrou que era possível ser um anti-herói e um herói ao mesmo tempo.

Fica o sentimento da trajetória, dos erros e dos acertos cometidos. Fica a lembrança na memória e a indicação para os amigos. Fica o meu e o seu adeus.
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