TRUE BLOOD - S07E01 - JESUS GONNA BE HERE

Por Alvaro Luiz Matos

24 de junho de 2014

SPOILERS ABAIXO:
Essa review já passou pela mão de tanta gente qualificada como o Fabiano e o Marcus, mas é a última temporada e resolvi eu mesmo escrevê-la, afinal True Blood está naquele pacote de séries que conheci no começo da minha jornada de “seriador”.

Não sei vocês, mas infelizmente sou daqueles que evitam promos e pela falta de procura eu fico sem saber o que esperar da série, estava 100% fora de sintonia para o retorno e isso me proporcionou diversas sensações. A primeira foi obviamente a sensação da dúvida: Como eles irão fazer com que essa história de “Zumbis Vampiros” seja realmente interessante em uma última temporada.

A segunda sensação foi de surpresa, Tara morreu em instantes, a série mal voltou e já matou uma personagem que vinham insistindo em manter viva e dessa forma só me resta imaginar que Alan Ball voltou pra fazer as estruturas tremerem. A terceira sensação foi de incomodo, já que a mudança de atores para papeis costumam ser esquisitas, e o namorado da Jess ficou bastante diferente da temporada passada.

Por fim, a sensação que vou chamar de constrangimento. Afinal, que tal fazer uma temporada com menos ódio e mais “vampiros contra vampiros”, porque colocar um velho chato querendo ser o prefeito que odeia vampiros?

Algo que sempre me incomodou em True Blood foi a frequente desunião, a frequente picuinha que acontece até mesmo entre os personagens fixos. Porem, ao ver esse episódio, comecei a pensar que talvez seja essa a intenção dos roteiristas, para nos mostrar que não haverá momentos em que todos concordaram ou se unirão. É difícil imaginar que uma sociedade por mais heterogenia que seja não consegue se unir para evitar a extinção de todos em meio a diversos apocalipses, um atrás do outro.

Conhecendo as críticas sociais de Alan Ball não só penso que isso seja possível, como acredito que seja um paralelo com a sociedade, onde um luta por saúde, outro por educação, outro pra ganhar votos, outro pelo seu bairro e não percebemos que a união de forças é mais importante que o egoísmo das vitórias pessoais.

Embora essa filosofia toda que fiz acima seja válida, eu ainda não consigo lidar com o desconforto dessa falta de união. Por fim esse assunto é novamente abordado quando Sookie se torna o alvo das acusações da cidade que já salvou diversas vezes.
Só pra explicar o como isso é chato, parece que esperávamos um plot sensacional para a última temporada e o que vimos foi mais do mesmo, aquela velha dobradinha entre Vilão e desconfiança, que já foi abordado em quase todas as temporadas. Será que isso melhora e True Blood consegue se encerrar como merecia? Pergunto a todos vocês.

Obs.:1: E o que falar de Pam procurando por Erick em Marrocos? É brincadeira não é meu povo? O mundo acabando, todos doentes e eles brincando de esconde-esconde? Sério mesmo?

Obs.:2: Sookie não tem mais luz? Porque não se defendeu no início do episódio?

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