Nostalgia (Por: Poliana Mendes)

Por Poliana Mendes

4 de dezembro de 2014

É com grande honra que eu inauguro a mais nova coluna do Séries Em Foco, Nostalgia, pelo nome já dá para supor mais ou menos o que é, mas vou tentar explicar rapidamente como ela funcionará. Nós colaboradores iremos selecionar nossas séries favoritas que infelizmente, ou felizmente, já se encerraram. As minhas escolhidas foram: Six Feet Under, Lost e One Tree Hill, só deixando claro que essa ordem não quer dizer nada, pois é impossível escolher qual é a minha favorita.

ONE TREE HILL
Sabe aquela história da primeira vez a gente nunca esquece? Então, com as séries não é diferente e OTH foi a minha primeira <3. Comecei a ver nos domingos de manhã do SBT e me interessei pela aquela história da cidadezinha que tinha como protagonistas dois irmãos inimigos que acabam tendo que conviver juntos por causa do basquete.

Série teen é recheada de clichês e em One Tree Hill não é diferente, temos a patricinha popular (Brooke), o jogador popular que todas querem (Nathan), a mocinha que só se fode (Peyton), o genro que toda mamãe sonhou em ter (Lucas), a garota toda certinha (Hayley) e por aí vai. Mas o que a difere de ser só mais uma no meio de tantas, foram as frases tocantes, os ensinamentos que a série nos passava por meio de textos de grandes pensadores, ou até mesmo dos personagens em si.

Por quase sempre ter vivido na berlinda de cancela/renova, muitos finais de temporada podem ser considerados um final para a série, mas mesmo com todos esses problemas ela conseguiu durar nove temporadas! E conforme as temporadas foram se passando, os adolescentes que conhecemos cresceram e amadureceram. Acompanhar esse crescimento no mesmo momento que eu mesma estava amadurecendo foi algo marcante em minha vida, todas aquelas dúvidas dos personagens que eram minhas também, o medo do novo, o medo do velho, amizades dizendo adeus. Eu não assisti One Tree Hill, eu vivi tudo aquilo que eles viveram.

Só escutar o nome One Tree Hill eu já sinto uma pontada no meu coração, foram 7 anos (já que passei a acompanhar a partir da 3ª temporada só) que muita coisa acontecia na minha vida e que OTH foi um escape do mundo. É uma série para ver, rever e lembrar de tantos momentos bons que ela me proporcionou.
LOST
Uma série polêmica, que divide opiniões entre uma das melhores e uma das piores, eu a classifico nesse primeiro grupo por diversos motivos. Lembro que aluguei a 1ª temporada e a partir da 2ª acompanhei conforme ela ia passando e foi uma experiência única, fóruns recheados de teorias, pessoas em comunidades do Orkut para o mesmo fim e levavam aquilo a sério, o dudewearelost, tudo isso numa época que a internet não era acessível como atualmente e para se ter uma internet com conexão boa era bem difícil. O jeito era apelar para o rmvb (quem nunca?).

Lost serviu de inspiração para tantas outras, focando-se numa narrativa não linear, que cada episódio tinha a história de um sobrevivente, depois da série, o uso de flashbacks focados no passado de cada personagem nas séries em geral cresceu exponencialmente, mistérios e mais mistérios para prender e envolver o telespectador, easter eggs para deixar a pessoa ligada durante todo o seu episódio e a trilha sonora que sabia utilizar muito bem o momento para se destacar.

Muitos podem reclamar que ao longo dos seus 6 anos ela se perdeu no meio de tanta coisa que desenvolveu, que não solucionou todos os mistérios, que o series finale foi o pior do mundo (desculpem quem achou isso, mas no mínimo não entenderam a premissa da série) e vou tentar explicar brevemente, como Damon Lindelof tanto tentou, Lost trata-se sobre a história daquelas pessoas ali, os mistérios era só pano de fundo para o desenvolvimento dos personagens que aprendemos a amar, odiar e principalmente, nos importar. Esse ano faz-se 10 anos em setembro da sua estreia e a nostalgia que o mês terá com tantos especiais pela internet a fora só me faz ter certeza que a caminhada é muito mais importante que o final.
SIX FEET UNDER
Falar sobre a morte já é complicado em qualquer situação, agora imaginem uma série cuja a temática principal é a morte? Um pouco mórbida e assustadora não?! Só que SFU vai além, muito além diga-se de passagem, temáticas como homossexualismo, relações familiares, questionamentos, drogas, amor, ódio, com um roteiro que é difícil achar nas séries atuais.

Costumo dizer que a série não é para todos, a carga dramática, o ritmo lento, o desenvolvimento dos personagens de forma correta e trabalhada, os ensinamentos que ficam depois de cada episódio. É aquela série que deve ser degustada e não devorada. Minha maratona dela durou mais ou menos 3 meses e não foi por ela ser ruim, mas pelo simples fato dos episódios serem densos e requererem uma certa reflexão. Posso estar exagerando (ou não), mas existem séries que revolucionam a indústria televisiva (como Lost que falarei um pouco mais depois) e existem séries que mudam sua vida, como Six Feet Under. Não vou me adiantar em contar sobre os personagens, pois o interessante é ir descobrindo e aprendendo com cada um ali.

Sabem o que dizem sobre o melhor a gente guarda pro final? E Alan Ball (criador da série) seguiu a risca isso, fazendo o series finale da série só o melhor do mundo das séries. E para quem acha que eu estou exagerando, é só dar uma procuradinha na internet e com quem já viu a série para ter essa comprovação. O piloto também diz muito a que veio, mostrando que o clima sombrio perdurará durante boa parte da série, e caso você não curta o piloto, já pode largar a série, pois é ali que tudo é estabelecido e  como tudo acontecerá a partir do acontecimento principal.

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