PRIMEIRAS IMPRESSÕES: AGORA É TARDE (Com: Rafinha Bastos)

Por Alvaro Luiz Matos

6 de março de 2014


O retorno do Agora É Tarde com Rafinha Bastos foi esperado por muita gente, sejam críticos ou fãs.

Já vale avisar que não sou especialista ou crítico da TV Brasileira, afinal eu pouco assisto a nossa TV nacional, mas sempre acompanhei e gostei de comédia, Stand-Up e sou um piadista nato (não disse que sou ótimo piadista, veja bem).

O programa teve aproximadamente quarenta minutos, apenas, mas já demonstrou o que vem por ai, o Rafinha é diferente do Danilo Gentili, eu nem diria melhor ou pior, eu diria diferente e um pouco mais completo. Sou fã de ambos os comediantes e apresentadores, mas assim como espero ansiosamente por The Noite eu esperava pelo novo AET.
Já no monologo vimos à diferença da comédia feita por ambos (do qual gostei muito, diga-se de passagem), o Danilo sempre vestiu um personagem e se fez muitas vezes de “burro” para apresentar o programa (ele ao contrario disso é inteligentíssimo), já o Rafinha parece saber tirar sarro de si mesmo, porem de forma mais séria e irônica. Ainda no monólogo ele também cantou e dançou e isso ele pode fazer com muito mais experiência que o Danilo, afinal a sua “Página do Rafinha” já satirizava muitas músicas.

O Rafinha tem um currículo grande que vai desde ser formado em jornalismo, passa pela página do Rafinha, encontra o CQC, passa pelo espetáculo Improvável, vai A Liga, passa por SNL Brasil, uma série em um canal a pago, seu canal com o programa 8 minutos e ainda o Marca Passo. Pois bem, ele tem um belo currículo e muita experiência.

Vamos falar um pouco do elenco para depois falar da entrevista, ok? Gustavo Mendes é demais, gosto muito do cara e o piloto que fez no “Jacaré Banquela Fora do Ar” é sensacional (piloto esse que foi gravado no mesmo dia que a entrevista com o próprio Rafinha Bastos). E pela coletiva sei que ele vem apresentar novos personagens e desejo que isso seja rápido, pois não quero vê-lo desgastar a Dilma na TV de forma rápida demais como o quadro onde vai para o carnaval, eu prefiro que a Dilma seja utilizada para piadas políticas que assim como o Danilo Gentili, sabemos que o Rafinha também gosta (de forma bem mais contida é claro). Além disso ser uma grande qualidade do Gustavo Mendes (também gostaria de vê-lo de cara limpa em quadros como a mesa vermelha).
Marcelo Mansfield é bom, mas sempre ficou deslocado no programa, ele sempre recebeu críticas e sempre foi apontado como elo mais fraco do antigo programa (mesmo eu pensando ser o Murilo Couto), mas não posso deixar de acreditar que o estilo de comédia do Marcelo (do personagem Marcelo Mansfield) seja o teatro e não a televisão. Já percebemos também uma levada maior do Rafinha para com ele e acredito que isso pode favorecer esse seu “personagem”.

Marco Gonçalves é extremamente engraçado e completa um estilo diferente na equipe já que ele além de ser ótimo improvisador, em minha opinião, é muito mais caricato. Foi isso que vimos em sua pequena e desnecessária participação no piloto. Só não quero que ele vire repórter engraçadinho de campo e prefiro-o dentro do estúdio fazendo o que fez nesse episódio. Agora vão dizer, você está se contradizendo e eu vou responder que sim. Acontece que achei que ele entrar no palco pra uma música só foi bobeira, a brincadeira podia continuar (claro que pode se tratar de uma edição do programa que cortou a continuidade).

E por fim a banda. André Abujamra (o nominho difícil de escrever) não pode se mostrar muito ainda e estava muito inseguro com suas piadas, talvez essa insegurança fez com que o “Limão Verde” não fosse engraçado (apesar de ser interessante). Se ele não é tão engraçado (a princípio) quanto o Roger, a banda é mais completa (eu me contorcendo por ser fã do Ultraje a Rigor), acontece que o Ultraje carrega o nome, mas as insistentes brincadeiras com “tocar” de qualquer jeito e a voz cada vez mais avaliada do Roger deixam a desejar e me incomodavam um pouco (sim, tenho coragem de dizer que o Roger não tem mais a mesma voz, mesmo sendo muito fã do cara, da inteligência dele e das suas composições).

E quase ia me esquecendo da entrevista, foi rápido hein galera? Vamos dar liberdade maior ai pro Rafinha e deixar que ele tenha a levada que tinha no “8 Minutos” que ai sim vai ficar uma entrevista mais legal, afinal apostaram no cara por ele ser um JORNALISTA e ser mais completo que o próprio Danilo, não foi?

Galera, na estreia do The Noite eu volto a comentar, mas desde já desejo sorte a ambos já que isso vem a acrescentar muito na TV brasileira.

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