BATES MOTEL - S02E02 - SHADOW OF DOUBT

Por Poliana Mendes

12 de março de 2014

SPOILERS ABAIXO:
"O pior cego é aquele que não quer ver"

Bates Motel é um prelúdio de Psicose, isso quer dizer que nós já sabemos o final disso tudo (quem ainda não viu o filme de Hitchcock favor fazer isso o mais rápido possível), mas então qual a graça de assistir algo sendo que já sabemos o final? A graça nisso tudo é poder contar com um excelente roteiro, personagens interessantíssimos e atuações dignas de premiações, somados à história de saber como se construiu a mente doentia de Norman Bates.

Bates Motel nunca foi uma série com ritmo frenético, tivemos sim alguns episódios desse estilo na primeira temporada, mas a produção se destaca muito mais pela construção dos seus personagens e os rumos que as tramas principais e paralelas vão se firmando, uma dependente da outra direta ou indiretamente.

Já ouvi algumas reclamações exatamente sobre isso, que a série não está apresentando nada de novo, o ritmo está mais lento que o normal, Norman tem que virar o psicopata que sabemos que ele é logo, e etc. Eu ainda acho que está muito cedo para tudo isso acontecer, afinal as pistas estão sendo jogadas aos poucos, se acelerarem com tudo o que mais irão contar em Bates Motel? Eu gosto tanto de ver as motivações todas ali, mas sendo trabalhadas de forma lenta e calma para todos conseguirem entender. Afinal nem todos viram psicose.
Eu comecei a pensar e deduzir que a principal âncora de Norman seria Bradley, mas que engano o meu. A âncora maior de Norman é justamente sua mãe, a pessoa que diz querer protegê-lo de tudo e mais um pouco. Essa superproteção sufoca todos que estão por perto, Dylan conseguiu fugir disso, mas Norman coitado, é indefeso quando o assunto é Norma. O jeito como ele a manipula, joga com os seus sentimentos, o faz se sentir um péssimo filho só por que ele não quer participar de um musical idiota com ela é demais (me diz aí algum garoto de 17 anos que estaria animado a fazer isso com a mãe).

O que eu mais gosto na série é como os acontecimentos são ligados aos outros. Sra. Watson não era nenhuma santinha e pelo que podemos entender ela gostava de altas aventuras na cama com conhecidos e desconhecidos e tudo isso por causa de problemas de relacionamento com o seu pai, aquele homem misterioso que visitava seu túmulo sempre, afinal não seria Bates Motel se não tivesse relação ruim com os pais né?!

Já sabemos que em White Pine Bay possui duas principais organizações criminosas, a que Dylan participa e a que o Nick participa. Notem que descobrimos isso justamente por causa da morte da professora e do Gil, a professora tinha relações com ambos os lados, Bradley sem querer mexeu com os dois lados e se a situação entre as organizações já estavam estremecidas, imaginem agora.
Norma não quer enxergar que o seu filho precisa de ajuda médica, esse preconceito com doenças psicológicas é visto em todo canto. Ela tem que entender que um psiquiatra é um médico que lida com doenças mentais, assim como um cardiologista lida com doenças do coração e assim por diante, quero saber que preconceito é esse, já que ninguém tem problema no coração por que quer, muito menos distúrbios mentais. Esse preconceito só vai levar ao fim que todos nós sabemos.

P.s.*: Dylan entrou no ramo certo e teve uma ótima ideia para acabar com essa rixa entre as organizações com a carta de “suicídio da Bradley”, o problema é que o chefe de Dylan quis resolver à sua maneira.

P.s.**: É Norma, se o desvio for concretizado, pode cantar na noite da cidadezinha, porque você leva jeito!
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