TRUE DETECTIVE – S01E06: HAUNTED HOUSES

Por Alvaro Luiz Matos

25 de fevereiro de 2014

SPOILERS ABAIXO:
De que tamanho pode ser a raiva de um pai quando sua filha é pega com dois homens em um carro em vias públicas, ainda mais quando ela só tem 16 anos. Eu não consigo nem imaginar sem sentir um aperto no peito.

True Detective vem apresentando a temporada mais sólida que já assisti em anos de seriador, é impressionante e indescritível o como a narrativa densa da série é conduzida para que beire ao cansativo, mas faça a curva e se mostre surpreendente. Sinceramente eu nem ao menos esperava que esse salto temporal fosse incluído na história, e já é dele que as coisas mais surpreendentes acontecem.

Sim, eu tenho a ousadia de dizer que a narrativa é cansativa, mas isso se deve mais ao fato de estar acostumado com séries de pouco conteúdo (o que mais vemos por ai) do que com True Detective sem enjoativa. Afirmo que essa narrativa lenta só seria prejudicial se fosse enrolada, repetitiva e enganosa, porem tudo o que assistimos até aqui teve um motivo e contribuiu para o contexto da história, apresentando todos os pontos importantes e servindo de escada para os acontecimentos mais importantes.
Alguém reparou que o salto temporal também deu mais vida para o vídeo? As lentes usadas para a filmagem da série é ligeiramente diferente a cada época e o contraste apresentado nos faz diferenciar cada uma das situações e isso ficou evidenciado nesse salto temporal.

Outra diferença notada é que o interrogatório passa a tomar mais tempo a cada episódio e desde o fim do episódio passado ele já da o tom da narrativa e cria flashbacks menores e mais concisos. É como se o interrogatório de uma vez por todas tivesse o objetivo de dar ritmo ao episódio e à medida que são soltas novas informações o episódio toma um ritmo mais rápido ou mais lento.

Já o fato do Rust ser o alvo das investigações não é totalmente inesperado, mas não deixa de ser uma surpresa a forma com que nos foi apresentada. Ainda mais porque quanto mais a investigação afunda, mas os flashbacks dão conta da inocência dele. Porem a impressão que tenho é simples e da conta de que ele mesmo fora da polícia resolveu investigar esses desaparecimentos, tendo em vista de que ele não prendeu todos (o que explica ele não ficar surpreso quando os policiais revelam que ouve outro assassinato – Lá no primeiro episódio). 
Já Marty se enfiava em mais merda a cada cena que contava do ano de 2002, e mais um caso era tudo o que ele não precisava. Já estava na cara algum tempo que o Rust iria pegar a sua mulher graças às seguidas canalhices cometidas pelo Marty e nesse episódio eu torci muito para isso acontecer (Mas não imaginava que teria sido só por vingança).

Só para finalizar, alguém mais reparou o quanto as histórias são dissimuladas e quanta mentira eles contaram aos investigadores? Acredito que a conversa entre Rust e Marty no episódio que vem vai selar o caminho que a série vai seguir (ansioso por isso).

Obs.:1: Se vocês acharam exagerada as cenas onde Marty bate nos rapazes que estavam com sua filha eu só lamento. Eu faria o mesmo, ou pior... sei lá... dói só de pensar.

Obs.:2: O Rust é um cavalheiro, onde já se viu mandar a mulher se matar? Sensacional.


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