BANSHEE – S02E04: BLOODLINES

Por Alvaro Luiz Matos

5 de fevereiro de 2014


SPOILERS ABAIXO:
Banshee não tem medo algum de ser uma série pesada, de mostrar com naturalidade algumas atrocidades, não se importa que pessoas morram pelos motivos mais bestas possíveis, mas mesmo assim é uma série de enorme qualidade.

Não, o que digo não é uma ofensa e sim um elogio, pois se tratando de uma série fantasiosa que criou uma esfera toda própria para abordar as maiores atrocidades sem o menor pudor, a série faz tudo com maestria. Vale dizer também que às vezes vejo uma semelhança maior entre Banshee e Six Feet Under do que entre Banshee e True Blood (todas obras do mesmo autor).

Porque em Banshee as mortes por motivos bestas e alguns conceitos vagam entre os acontecimentos, dando ao entender que a todo o momento Alan Ball quer nos fazer refletir sobre algo. Já entre True Blood e Banshee eu enxergo a semelhança apenas entre a criação de um mundo fantasioso onde tudo isso acontece com maior naturalidade, já que em SFU a ideia era que aquele mundo refletisse o máximo possível o real.

Pensando assim eu passo a levar com maior naturalidade (na série é claro) os abusos cometidos, as crianças mortas, as brigas pelo poder, a pancadaria na cadeia e dai por diante. Isso tudo acaba tendo a intenção de mostrar o quão monstruoso o mundo pode ser.
Sobre o terceiro episódio eu gostaria de ser bem rápido na análise e aproveitar para fazer uma pergunta. Quantos atores “gigantes” os produtores irão encontrar? Cada hora é um cara maior que o outro, um cara mais forte que o outro. Parece que eles tão dando anabolizante junto com a mamadeira por lá.

Outra coisa impressionante em Banshee é como aparecem parentes de uma hora pra outra. Proctor tinha mais um sobrinho e tem também uma mãe. Tem mais índio na série do que imaginávamos e sem contar os que já apareceram e já deram tchau como o ex-marido bêbado da policial á alguns episódios.

Partindo já para o quarto episódio a dinâmica aqui em minha opinião foi muito maior. Apesar das incessantes brigas do episódio anterior eu tive a impressão que esse quarto episódio correu com maior fluidez, com maior facilidade.

Acredito também que o fato de estender um caso de um episódio para o outro faz com que a série aproveite melhor os arcos criados enquanto desenvolve seus arcos paralelos e de menores expressões, como, por exemplo, o filho de Lucas Hood que até esse momento não se mostrou uma ameaça real (Além de ter ganhado a melhor noite da sua inexperiente vida).
Porem os últimos minutos do episódio não foram assim tão rápidos devido à quantidade de diálogos colocados nesse período. A temporada vinha bem, mas parece que finalmente começa a colocar suas mangas de fora e mostrar mais ou menos o que pensa em fazer daqui a diante.

Posso citar, por exemplo, a conversa entre Proctor e o Chefe, entre o Chefe e a Nora, entre Rabiit e a Carrie, a ameaça daquele índio enorme em voltar para pegar Hood e até mesmo a cena de sexo com o filho de Hood foi importante para dar indícios de que ainda haverá muitas coisas por vir.

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