PRIMEIRAS IMPRESSÕES: TRUE DETECTIVE

Por Alvaro Luiz Matos

15 de janeiro de 2014

A primeira coisa que me chamou a atenção em True Detective foi a forma de conduzir o roteiro. Com uma forma mais sofisticada, senti que o roteiro foi cadenciado para que coubessem os ótimos diálogos criados pelos roteiristas. Conhecemos um pouco de cada personagem em um “interrogatório” e dentro das cenas que deveriam ser um Flashback podemos acompanhar diálogos interessantes que destacavam quais seriam os perfis psicológicos de cada personagem.

Eu havia escolhido True Detective para ser meu novo “procedural” já que havia abandonado um monte de séries do tipo (Grimm, The Mentalist, Perception, White Collar e Elementary), portanto eu estava louco para conhecer esse novo projeto e fiz exatamente o que faço quando ouço falar que uma nova série promete (deixo ela me surpreender e não procuro notícias, promo e nem sequer uma sinopse), porem por volta de vinte minutos de episódio resolvi dar uma olhada do que exatamente se tratava a trama central da série.

A partir da sinopse percebi que se tratava de uma premissa bem interessante e que realmente esse ritmo cadenciado (de quem conta uma história pelos seus detalhes) seria o formato da série.
Já pela metade do episódio eu tinha 99% de certeza que True Detective não era o procedural que eu procurava, mas também me deu certeza que era praticamente à primeira vez que eu me interessaria por uma série de “época” (Ah não ser a história épica de Spartacus). A narrativa foi nos posicionando dentro da realidade da série e nos contando tudo o que aconteceu naquela investigação, e dai a diante eu só me interessava em saber quem foi o assassino, e como essa história seria contada diante de outras perspectivas (o que promete a sinopse).

Assumo que não sou o cara para séries densas. Geralmente procuro algo mais leve, ou mais dinâmico, ou até mais inovador. Mas me senti preso durante praticamente uma hora de episódio, mesmo com um roteiro maçante e cheio de diálogos (o que estende cada cena e da à impressão de que o tempo não passa).
Se por um lado o roteiro é maçante e denso, ele também é envolvente. Ficou nítido que não ouve tempo perdido e que a série será muito bem amarrada.

Por fim, vale dizer que True Detective é intelectualmente superior a muitas séries lançadas nos últimos anos e pode até não ser o estilo que você goste, mas realmente ela é uma ótima série.

Obs.: A chamadinha da introdução me lembrou muito a de True Blood (com várias cenas “polêmicas” envolvendo politica, sexo e fatos importantes), mas com uma leitura um pouco mais sofisticada.


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