SHERLOCK – S03E03: HIS LAST VOW (SEASON FINALE)

Por Alvaro Luiz Matos

14 de janeiro de 2014

 SPOILERS ABAIXO:
Eu diria que a dinâmica da série é praticamente “um tapa” na cara de quem assiste. Sabemos o nível, a qualidade e o tanto que ela é excepcional, e mesmo assim assistimos boquiabertos sem conseguir sair do lugar (Estava assistido e não conseguia se quer ir a cozinha pegar um copo d’água).

Me surpreendi logo no início do episódio com presença de Janine como “namorada” de Sherlock Holmes. Na minha cabeça caiam perguntas sobre o porquê, sobre a veracidade do relacionamento, mas a química do episódio passado parecia bem real. Porem como as surpresas são incessantes, tudo fazia parte de um jogo.

No entanto, não era somente Sherlock que usava a presença da garota para ter acesso aquele escritório. Watson se casou com uma falsaria e provavelmente todos tinham essa suspeita, me fazendo pensar que o episódio de casamento foi colocado naquela ordem exatamente para nos desviar a atenção, tirando um pouco das nossas dúvidas.

E aquela ‘’Experiência de quase morte” onde Sherlock mais uma vez utiliza seu palácio mental para juntar informações importantíssimas e evitar a morte após ser baleado? Acho impressionante quando ele utiliza essa técnica tanto para deduzir quanto para se livrar de enrascadas. E claro que eu não poderia citar a importância dessa cena para dar veracidade ao palácio apresentado por Magnussen no final do episódio.
Outro truque “não tão simples” foi a forma com que Sherlock contou a Watson sobre quem era a sua esposa. De forma sutil, fazendo com que ele deduzisse a indireta da cadeira e do perfume e depois uma conversa aberta com Mary na “frente” dele, fazendo com que não restassem dúvidas sobre quem ela era e sobre seus reais sentimentos.  

Para ser mais claro, todo o diálogo criado foi interessante e elevou Mary ao nível acima no roteiro, fazendo com que ela passasse a ser ainda mais importante e fixa.

No final tudo já fazia sentido. Magnussen seria finalmente um rival a altura de Sherlock, a sua inteligência se mostrava impecável e a atuação era totalmente convincente. Além do mais finalmente descobríamos que havia tentado assassinar Watson no primeiro episódio e víamos até onde iam os poderes de um palácio mental.
Nós sabíamos que Sherlock nunca quis ser um herói, ele apenas quer resolver casos, e desde o momento em que ele perguntou a Watson se ele carregava a sua arma eu sabia que ele iria matar Magnussen e que essa seria sua única opção. Graças a deus Sherlock é um “psicopata em alto funcionamento”.

E se não bastasse uma temporada sensacional, terminamos com o anúncio de um retorno estrondoso. E não, não estou falando de Moriaty, estou falando disso aqui:


“Se ele estiver vivo é melhor se agasalhar, pois o vento leste está chegando”.

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