BANSHEE – S02E01: LITTLE FISH

Por Alvaro Luiz Matos

15 de janeiro de 2014


 SPOILERS ABAIXO:
Demorou um pouco pra que eu me situasse novamente onde o roteiro da série parou, mas a introdução do episódio meio que refez todo esse processo e apresentou mais ou menos o que aconteceu no episódio passado (Quase um “Vale apena ver de novo”).

De cara já gostei do Agente Especial que foi parar na cidade. Não só a atuação e o personagem caíram como uma luva, mas o alívio cômico que ele proporcionou sobre a cidade e todas as conexões feitas foram realmente interessantes. Esse alívio se deu por causa da forma sarcástica com que ele tratou o assunto, fazendo diversas vezes deboche com a pequena cidade de Banshee (e com o estado da Pensilvânia).

Vale até fazer uma análise dos personagens que tínhamos e entender o porquê desse agente ter caído tão bem no roteiro. Rabbit é um mafioso que tem um perfil mais sádico (maluco), Proctor é um vilão que merece interpretação (ele tem seus negócios e seus interesses). Hood já precisava andar no miúdo por causa desses dois “vilões” de perfis diferentes, mas o fato de nosso protagonista ser um “anti-herói” faz com que ele tenha q tomar cuidado também com o agente, que tem um perfil mais sarcástico e mais ambicioso. Ou seja, para mim, o circo está completo (no bom sentido).
No mais o episódio fez o dever de casa e deu prosseguimento aos plots e nos apresentou os desdobramentos de cada um deles. Apenas Proctor não foi muito acionado durante o episódio (apesar de ter dado as caras).

Mas não foi tudo flores. Só não vou dizer que a filha de Carrie roubando foi desnecessário, porque aposto que isso é só o início de um padrão que vai ser abordado durante a temporada, mas não gosto da ideia de envolvê-la em tudo, acho a personagem muito superestimada.

Outro ponto que queria tocar aqui é o quanto a série tem personagem bonita e o quanto cada uma delas se envolve com Hood. Dessa vez senti um clima entre ele e a policial (sem falar da “índia”) não vou dizer que esse caso me desagrada, até porque vejo ser à única que quer mais do que “sexo” com ele, mas também não posso dizer que é sentimento honesto, pois ela mal conhece o Sheriff.
Repare que Alan Ball nunca nos conta tudo sobre sua história, abrindo assim oportunidade para que fatos como Rabbit ter um irmão não pareça “remendo” de roteiro.

Por fim, o episódio foi bem a altura do que merecíamos e nos colocou novamente dentro da história de forma inteligente, ágil e dinâmica.

Obs.: “Meu câncer tem um câncer” foi pra mim a frase da semana. Sensacional

Obs.:2: Calma que aos poucos lembro todos os nomes. Nunca fui bom em guardar nomes.


Assista a promo do próximo episódio:
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