DRACULA - S01E02: A WHIFF OF SULPHUR

Por Leonardo Galassio

3 de novembro de 2013

SPOILERS ABAIXO:
Dracula mostrando que tem potencial para ser a melhor estreia da Fall Season.

Ser a melhor estreia da Fall Season deveria ser motivo de orgulho para qualquer série. Isso há pelo menos cinco anos atrás. Hoje em dia, principalmente nos últimos dois anos, é tanta coisa ruim estreando que não precisa se esforçar muito para ser a melhor entre elas.

Imagino que essa seja a definição perfeita para Dracula. A série está longe de ser algo espetacular, mas consegue estar entre as pouquíssimas boas novatas dessa temporada. Mesmo com um piloto de qualidade questionável, o potencial da série estava ali, pra quem quisesse ver. E com “A Whiff of Sulphur” a série deu um passo adiante, esclareceu suas tramas, seus objetivos, e nos entregou 1 hora de entretenimento com qualidade.

Essa semana a série explicou melhor a motivação de Dracula, a importância da Ordem do Dragão, a relação do vampiro com Van Helsing, e tudo de forma organizada, bem inserida e executada. Houve uma óbvia melhora no ritmo do episódio, com cenas sendo cortadas ou inseridas no momento certo, e a trilha sonora não decepcionou dessa vez. Ponto para a equipe de edição.
A atitude de Dracula contratar Jonathan Harker para sua empresa é obviamente relacionada ao seu relacionamento com Mina/Ilona. Esse foi outro plot bem inserido, e as cenas com Dracula e Jonathan negociando a contratação foram muito bem escritas, atuadas e dirigidas. Realmente, a parte técnica do episódio esteve impecável.

Se no primeiro episódio não pudemos ter uma conexão real com Mina, nesse a personagem foi melhor desenvolvida, ganhando mais tempo de tela e mostrando um pouco mais de seus sonhos e convicções. Isso é bom, pois dá significado e importância para a vingança de Dracula. Se a personagem de Mina não fosse interessante ninguém ia torcer pra que ela fosse vingada, e toda a motivação da série existir iria por água abaixo. Mas não, personagem e atriz são carismáticas o suficiente para dar relevância à trama.
A sequência final foi muito bem executada. Desde o momento em que Dracula está no restaurante, observando sua próxima vítima, vidrado. Após a conversa, a cena corta, e vemos Dracula em sua total natureza, sem máscaras ou disfarces, apenas Dracula.

Apesar da vítima ser uma garota qualquer, sem nenhum tipo de interferência no desenvolvimento da série (pelo menos até onde temos conhecimento), é importante sempre mostrar esse tipo de cena. É o ritual do vampiro, mas mais do que isso, é a sua necessidade. Apesar do bem apessoado empresário que é Alexander Grayson, tudo faz parte de um grande disfarce. É fundamental que os roteiristas utilizem mais esse tipo de cena, até para trazer mais credibilidade no produto que eles entregam ao telespectador.

PS.: Tivemos nesse episódio o começo do tratamento de Dracula para poder andar no sol. Na promo do próximo episódio podemos vê-lo pedindo a Van Helsing que ele consiga andar no sol. Esse é um plot muito delicado, pois foge do que é estipulado para o vampiro original e se aproxima perigosamente desse monte de vampiro ridículo de hoje em dia. Vamos torcer para que seja uma transição lenta e bem pensada por parte do roteiro. Se for algo aceitável, digno, não há problemas na utilização desse plot.



Assista a promo do próximo episódio:
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