SLEEPY HOLLOW - S01E04: THE LESSER KEY OF SOLOMON

Por Alvaro Luiz Matos

11 de outubro de 2013

SPOILERS ABAIXO:
Costumo me amedrontar com séries que se popularizam rápido demais, pois o mais comum é cegar-se aos erros, defendendo com unhas e dentes sem enxergar um palmo à frente. Isso, infelizmente, já aconteceu com Sleepy Hollow.

Estou gostando da série, dos arcos, dos plots e do formato de roteiro procedural que resolveram seguir, mas não posso deixar de citar alguns erros de elenco e algumas previsibilidades.

Primeiramente vamos analisar a série. O que me chamou a atenção foi o arco principal que procura levantar vários suspenses e guardar diversos segredos. Nesse ponto eu comparei a série com Grimm, pois ambas tratam do sobrenatural, de uma história popular, envolvem segredo, e inevitavelmente possuem um caso por semana. A diferença aqui é o elenco, e nesse quesito Grimm se destaca por ter personagens mais carismáticos e até um timing cômico essencial.

Exemplo disso é a sofrível atriz principal de Sleepy Hollow, que é um tanto sem sal e sem açúcar (só convence com muito esforço de aceitação por nossa parte). 

Olhando por outro lado, podemos diferenciar positivamente Sleepy Hollow no fator qualidade audiovisual (por se tratar de uma produção mais cara e com efeitos especiais muito mais aceitáveis), o tom de suspense e terror que a série imprime durante seus episódios, e principalmente com o arco histórico da série (que a meu ver enriquece a trama). O que não quer dizer que o cara precisa usar a mesma roupa o tempo todo.

Por esse e por outros motivos a série consegue prender-nos durante todos seus quarenta minutos, com histórias antigas interligadas e um suspense muito bem criado. Tenho um pouco de medo apenas que os roteiristas se percam nas referências e viagem muito em suas histórias, pois é muito fácil citar algumas escrituras e inventar todo o resto em uma torrente de informações que pouco pode agregar.
Essa semana, assim como nas últimas, teve mais um caso que nos direciona a tônica na série, muito procedural e pouca resolução real. O próprio cavaleiro sem cabeça não aparece desde o piloto, e isso mostra que o foco é prender-nos na história e não desenvolver o roteiro de forma efetiva. Isso só me faz acreditar que os roteiristas têm muita coisa pra contar, mas que vão utilizar isso durante várias temporadas (única coisa que me incomoda nas séries).

Disse a pouco que o arco histórico enriquece a trama da série, e gostaria de citar esse episódio como prova cabal disso. As cenas na igreja com aquela trilha sonora, esculturas de anjos por volta, não fazem toda a diferença?

Enfim, esse foi mais um resumo do que vimos até aqui na temporada, e semana que vem voltamos para as reviews semanais. Combinado?

Espero seus comentários e suas opiniões.

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