HOSTAGES - S01E02: INVISIBLE LEASH

Por Poliana Mendes

3 de outubro de 2013

SPOILERS ABAIXO:
Sorria, você está sendo monitorado 24 horas por dia.

Podia ser Big Brother, Person of Interest, mas não, é Hostages. Toda ação há uma reação e para a ação da Dr. Sanders de dar um coagulante para o presidente antes da cirurgia, a reação foi seus “sequestradores” matarem sua melhor amiga.

Logo quando Hostages foi divulgada eu fiquei bem intrigada como conseguiriam encher tanta linguiça numa premissa que vale mais a pena num tempo de tela menor, acho que como filme daria um ótimo blockbuster. Por mais que a premissa tenha se perdido um pouco e eu acho que com o passar do tempo se perca mais, tendo uma reviravolta ao fim de cada episódio para que não aconteça a cirrurgia, a história está sendo contada de forma satisfatória.

Com o adiamento de duas semanas para a cirurgia do presidente, o serviço secreto americano tinha que descobrir quem tentou matar o presidente, afinal qualquer coisa que dê errado quando está relacionada ao presidente de uma das maiores potencias nacionais é sempre tratada com cautela e um possível terrorismo.

Não sei se a Dr. Sanders pensou que não teria efeito colateral mudar a medicação do seu paciente, que todos iriam ficar sem tentar achar um culpado, ou se ela pensou que seria a única forma de adiar o inadiável.  Com isso ela acaba expondo sua família ainda mais, sendo sujeitados a serem monitorados 24 horas por dia, com a própria médica instalando o gps em cada familiar. Além disso acabou sobrando pra sua melhor amiga, afinal a corda arrebenta pro lado mais fraco e entre culpar uma médica de renome internacional e uma enfermeira, todos preferem culpar a última.

Eu pensei sim que o agente Carlisle mataria logo de primeira o marido de Ellen e como ele mesmo falou: muitas vezes uma pressão psicológica surte mais efeito do que uma agressão física propriamente dita. O marido teve uma segunda chance e de quebra ainda foi lá comparecer com sua amante (afinal a vida deles tem que ser totalmente normal como antes do “sequestro”).

Desde o piloto, vimos que a equipe encarregada do “sequestro” (não sei que nome dar à esses bandidos, então sempre usarei “sequestro”) não está para brincadeira, muito pelo contrário. Mas que nesse segundo episódio podemos perceber que o único que parece ter um propósito maior é o agente do FBI, os outros estão mais pela grana mesmo. E nada anormal de ter pessoas da Casa Branca por trás do plano também, resta saber pra quem todos eles estão trabalhando e qual o propósito disso tudo.

Claro que eu esperava mais da série, principalmente pelos nomes envolvidos, a audiência não mostrou tão empolgada assim com a história, marcando 7.48 milhões na estreia e nesse segundo episódio 5.96 milhões. Com grandes chances de ser cancelada, o lado bom disso é que ela pode ser fechada com seus 13 episódios e não precisa se estender temporadas e temporadas com uma premissa tão limitada.

P.s.*: Nunca imaginei que The OC e One Tree Hill se cruzariam (sem trocadilho por favor, ou não) nas séries da vida.

Texto de:  Poliana Mendes - @poliziinhaa
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Assista a promo do próximo episódio:

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