DEXTER – S08E11: MONKEY IN A BOX

Por Alvaro Luiz Matos

16 de setembro de 2013


SPOILERS ABAIXO:
Um pouco menos de futilidades e muito mais conteúdo. Essa é a característica do penúltimo episódio de Dexter.

Algo que me chamou a atenção no início do episódio, e que havia se perdido nos anteriores, foi os bons diálogos criados pelo roteiro, fazendo com que o episódio fosse muito mais denso do que usualmente.

A dinâmica empregada ao episódio foi sem dúvida alguma alucinante, o episódio correu em uma velocidade muito grande e conseguiu manter a qualidade. Por volta dos trinta minutos de episódio já havíamos visto muitas cenas importantes, alguns diálogos interessantes, a aproximação da disputa entre Dexter e Saxon e o desenvolvimento da investigação contra Hannah.
Mais importante que a velocidade empregada no episódio foi a profundidade das cenas, conseguindo extrair o melhor do roteiro e dando embasamento não só para os episódios que já se foram como também ao que está por vim. Prova disso são os detalhes pequenos destacados no episódio, como todos os arquivos sobre a vida de Dexter, como a presença da esposa do Michel Prado, como a presença do capitão e outros tantos pequenos detalhes que tiveram a incumbência de criar um laço maior entre o episódio da semana a série como um todo.

Só para não parecer superficial demais vou aproveitar para citar alguns diálogos dos quais me interessaram muito. O primeiro deles foi entre Dexter e Saxon, onde o primeiro conseguiu se mostrar ainda superior e o segundo se provou mais do que um simples vilão (apesar de eu ainda não engolir isso). O Segundo foi entre Deb e Hannah, onde as duas puderam demonstrar o amor que sentem por Dexter e dividirem suas preocupações para com ele. A terceira se da no sempre bom dialogo entre Harry e Dexter, onde durante todo o episódio Harry mostra uma intensa preocupação com o filho, dando a série um tom mais melancólico. E tantas outras com o desenrolar do episódio.
O mais importante em tudo foi o quanto a série trabalhou para apagar o Dark Passager de Dexter e fazer com que isso não pareça forçado. Quando ouvimos Dexter dizer que a vontade de matar ainda está em algum lugar ele mostra que aquilo não é mais o que comanda suas ações e suas necessidades, passando a ser apenas uma voz de fundo.

Alguém mais sentiu que seria um grande erro não matar Saxon? Eu entendi completamente os parâmetros usados por Dexter para tomar essa decisão, mas não concordo.

Obs.:1: Um ponto no qual gostaria muito de mencionar é referente à reconciliação entre Deb e Quinn. O Casal tem suas semelhanças e agrada boa parte do público, mas o grande diferencial que essa relação traz ao roteiro é uma Deb mais alegre e mais funcional. Isso não só valoriza a personagem como da à oportunidade de revivê-la a tempo do final da série, o que em minha opinião é muito importante.
Obs.:2: A MELHOR CENA DE TODAS foi ver Deb ajudando Dexter a capturar Saxon. Não que tenha sido uma surpresa, mas foi muito bom.

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