THE KILLING – S03E11/12: FROM UP HERE / THE ROAD TO HAMELIN (SEASON FINALE)

Por Camila Menezes

10 de agosto de 2013

SPOILERS ABAIXO
Se a preocupação da série era fazer diferente das primeiras temporadas, então dever cumprido. Aos que ainda estavam apegado ao caso Rosie Larsen, The Killing deixou bem claro desde o princípio que tudo seria diferente. Até que ponto isso foi bom, sinceramente não sei.

Logo no início do primeiro episódio, fomos reportados ao piloto da série. A cena da Linden correndo na floresta me fez lembrar imediatamente de uma das primeiras cenas da 1º temporada. Sem contar a frase “você é minha carona”, frase esta dita na última cena da 2º temporada. Ou seja, discretamente foi citado 2 momentos de lados extremos: a primeira e a última cena (do primeiro caso). Acho esta técnica interessante no roteiro. É uma maneira de mostrar que, de certa forma, tudo está conectado, enlaça a série como todo.

Outro ponto que fez certa alusão à temporadas passadas foi a prisão do Holder. Se na 2º temporada Linden ficou presa no sanatório e impossibilitada de ajudar no caso, dessa vez foi a vez do nosso investigador bad boy. Ele, no entanto, soube lidar com a situação e entrar no jogo, dando uma de desentendido acabou sabendo reverter a situação a seu favor. Malandro é malandro! 

E a partir daí, a season finale começa a entrar em um clima mais dramático. Ao desconfiar que o assassino possa ser um policial, Linden acaba descobrindo sem querer que o assassino sempre esteve diante dos seus olhos: tenente Skinner. Imagine o tamanho da decepção dessa mulher ao saber de uma bomba dessas. Algumas horas antes, Linden estava feliz (até sorriu), planejando passar o fim de semana com o cara e de uma hora para outra, tudo desmorona. A elaboração daquela cena nos deu a real dimensão do seu estado emocional: tudo pareceu andar mais devagar do que a realidade. Mireile Enos junto com a produção da série fez aquelas cenas com perfeição. Um ponto positivo.
Skinner ser o serial-killer não foi uma aposta surpreendente, mas foi coerente e aproveitou bem o personagem. Como disse em reviews anteriores, estava interessada em saber qual seria a utilidade de trazer de volta um antigo flerte de Linden. Bom, a resposta apareceu.

Pontos positivos devidamente citados, avaliemos os pontos negativos. Diferente da opinião geral, meu sentimento foi de total frustração. Com um final cheios de vácuos, muitas coisas ficaram sem explicação - o que não seria problema se soubéssemos que a série tinha sido renovada (o que não sabemos ainda). Vamos aos pontos negativos: 

1º: A falta de maiores explicações sobre o desaparecimento da Kallie: Passou-se 1 temporada inteira e todo o elenco principal voltado a encontrar e entender o que aconteceu com a Kallie. No final das contas, “Existem vários corpos em muitos lugares que jamais serão encontrados” – SÉRIO?? Uma explicação rasa para uma questão que promoveu o caso central da temporada. Merecia mais! Se não seria abordado, por que foi o pilar de várias situações que ocorreram ao longo da temporada? Se foi dado ênfase, esperava, no mínimo, que tivesse um desfecho melhor. 
2º: O final vago: The Killing vem de um período de limbo e foi ressuscitada pela Netflix, mas sua permanência no ar depende da audiência. Infelizmente, a série não conseguiu bons índices na TV americana e corre o risco de ser cancelada mais uma vez. Sabendo desse grave risco, por que terminar com aquele cliffanger? O que acontecerá com Linden? Sendo renovada, ótimo! Teremos a continuação do desenrolar do enredo, mas e se não for? Aceitamos o vácuo e dizemos que a temporada foi ótima? Estilo “sorrie e acene”?

3º: A temática do serial-killer: Quando penso em serial-killers, muitas ideias prévias surgem, entre elas: um criminoso com perfil patológico que se diferencia de outros assassinos pela premeditação dos crimes, geralmente age de forma metódica... As informações são diversas. O que tivemos disso na temporada? Apenas a identidade do assassino. Só! De todas as infinitas possibilidades disto ser abordado, The Killing se prendeu única e exclusivamente à identidade do assassino. Se tivesse tido um flashback de como ele agia matando as vítimas, as características frias de um assassino poderia vir à tona nos 45 minutos do 2º tempo. No entanto, nada disso foi mostrado e a justificativa muito corrida.

Enfim, é uma opinião polêmica, tendo em vista que difere da maioria das opiniões que eu li. No entanto, séries é isso: As expectativas diferem de um seriador para outro. O que uns acham suficientes, outros não. Saibamos ouvir e compreender a opinião alheia.

Até a próxima temporada (se houver) 

Texto de: Camila Menezes - @milocaam
Facebook: SériesEmFoco


Assista a promo do episódio:
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