RIZZOLI & ISLES - S04E01: WE ARE FAMILY

Por Giovanna Garcez

2 de julho de 2013

SPOILERS ABAIXO:
Jane sem Maura sou eu assim sem Rizzoli & Isles. Incompleta é a palavra que descreve a sensação de vazio deixada quando algo está faltando. É a minha grade de programação semanal sem esse seriado.

É Maura sem o seu rim, doado para salvar a vida de Cailin. É Jane, sem Casey por perto. É a história desse episódio, que acerta nos roteiros individuais dos personagens, mas peca de forma vergonhosa no caso da semana, um problema recorrente na temporada passada, diga-se de passagem.

Problema esse constatado não só por mim, mas pela própria produção, já que uma das entrevistas que assisti nesse meio tempo, Angie Harmon promete uma temporada um pouco mais obscura, remetendo à primeira. Lembro como se fosse hoje do episódio piloto, da violência, do terror psicológico. Rizzoli & Isles passou nesses três anos de um drama com pitadas de humor para uma série de comédia investigativa.
Depois desse desabafo, vamos esmiuçar essa première. Na trama de Maura temos o pós-operatório do transplante de rim que salvou a vida de sua irmã anonimamente (cof cof), e todo o drama psicológico da rejeição de sua família biológica como um todo. Maura sempre foi muito insegura, e mesmo sabendo que tomou a decisão certa, sente a falta do reconhecimento por tal ato. Sem dúvidas a melhor cena foi ela espionando a irmã e percebendo que ela não estava cuidando bem do seu rim! Óbvio que Cailin viu Maura e Jane, o que rendeu um diálogo fofo e a abertura para uma relação saudável entre as duas, nem que seja por sms.

Por outro lado Jane viu a felicidade bater a sua porta (literalmente) depois de muito tempo. Mas Casey só voltou para ir embora novamente. Pelo menos foi essa a sensação, após uma calorosa noite com o militar plenamente recuperado. Aliás, mais uma saída fácil de roteiro pra acabar com o drama, um diagnóstico mal feito, um procedimento cirúrgico muito mais simples e o cara aparece novinho em folha. Preferia mil vezes Jane com Joe Grant.
Nas tramas secundárias de importante mesmo só tivemos a promoção de Frank à detetive da narcóticos e a volta do namoro entre Angela e Cavanaugh. E o caso? Bom, dava pra descobrir desde a primeira cena que a irmã foi a assassina. Simples assim. E não dá nem pra dizer que o caminho da investigação compensou a falta de criatividade por que nem isso aconteceu. Falta um novo Hoyt pra série, um novo tema central dramático. Desconheço o conteúdo dos livros, mas como os melhores personagens e tramas foram de lá retirados, recomendaria com urgência uma volta às origens da série enquanto os números ainda são bons. Apesar dessa fórmula nova não me agradar, o público parece satisfeito, a série teve a melhor estreia da televisão a cabo na temporada, tanto no total quanto na faixa de público adulto. 

Pra fechar, só gostaria de deixar claro que amo a série, mesmo com todos os seus problemas. E por gostar tanto é que reclamo, pois sei do potencial da série e onde ela pode chegar. Mas "somos família", nos problemas e nas alegrias, e não planejo fazer algo diferente de acompanhar mais essa temporada que está por vir.

Melhor frase: "Are you saying that I'm fat and out of shape?" Maura Isles.

Facebook: SériesEmFoco
Veja a promo do próximo episódio:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comentário(s)
0 Comentário(s)