MAJOR CRIMES - S02E03/04: UNDER THE INFLUENCE/ I, WITNESS

Por Giovanna Garcez

17 de julho de 2013

 SPOILERS ABAIXO:
Não se pode escrever o que sabe se não sabe o que escreve. É o jeito Major Crimes de mostrar que casos da semana bem escritos podem explorar os pontos positivos do gênero policial, tão banalizado entre os seriados atuais. 

Deixando um pouco de lado o julgamento de Phillip Stroh e as participações da DDA Rios, Under the Influence nos mostrou como funciona a pesquisa dos roteiristas da série ao inserir Jason Andrews no dia de trabalho da equipe. A principio ele acompanharia um dia normal de trabalho do Tenente Tao e do Detetive Sanchez, mas teve a sorte de cair num dos 10% de dias movimentados na unidade. Gostei muito da interação do personagem com a equipe, até mesmo no plot do Rusty e sua redação, só achei meio forçada a aproximação dele e da Detetive Amy Sykes, talvez por que tudo que envolve Sykes pareça forçado (vide a surra da primeira temporada). 
O caso da semana foi intrigante do início ao fim. Primeiro Tao e Sanchez se deparam com um fugitivo coberto de sangue que se recusa a cooperar com a investigação. Alegando que ele poderia estar envolvido com atividades terroristas em solo americano a equipe convoca o Agente Morris do FBI, e faz uso do Ato Patriota que, basicamente, representa a quebra do sigilo do privilégio cliente/advogado, o que permite o acesso a informações do suspeito que os levam a um depósito envolvido num esquema de desmanche de carros. Lá encontram três homens que foram brutalmente assassinados. O desdobramento de todos esses fatos, mencionando brechas na lei a cada passo da investigação foi muito bem elaborado, um dos melhores roteiros da série até agora. 
O trunfo de Under the Influence reside no fato de que sem criar reviravoltas mirabolantes, sem colocar em risco a vida dos integrantes da equipe, conseguiram um episódio eficiente, inteligente e intrigante, pois até o final não sabíamos o destino dos criminosos. A trama secundária de Rusty na escola só serviu como um reforço do relacionamento entre ele e Sharon. Gostei muito, pois a série não optou pelo caminho fácil, com ele escrevendo vários clichês sobre como ela é importante. No final, a carta sobre a sua mãe e como os erros dela o tornaram uma pessoa melhor foi tão honesta quanto tudo que o personagem tem feito desde sua primeira aparição no programa. 

I, witness trouxe DDA Rios de volta a série e uma confusão “a la sessão da tarde” do início ao fim, o que já seria esperado num episódio com foco em Provenza e Flynn, que tinham a simples tarefa de acompanhar uma testemunha antes do dia do seu depoimento num julgamento, mas deixaram a testemunha se envolver num latrocínio. 
Episódio sem metade da inspiração do anterior foi o filler engraçadinho da temporada, tanto pela participação da equipe, passando pelos próprios suspeitos que eram completamente sem noção, até a parte da aposta entre Raydor e Provenza sobre o desfecho dos estudos de Rusty e Kris na sala de interrogatório. Prefiro acreditar alias, que esse interesse amoroso do garoto pode se transformar em algo maior, como uma menina colocada de propósito na vida dele para investigá-lo, ou qualquer outra coisa relacionada, por exemplo, as ameaças. Sim, no plural, única coisa interessante da cena e que ficou em aberto, tanto para nos quanto para Sharon, já que vimos apenas uma carta na première. Não custa nada sonhar. 

PS: acho que agora a DDA Rios aprendeu o nome do Detetive Lopez Sanchez.

Facebook: SériesEmFoco
Veja a promo do próximo episódio:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comentário(s)
0 Comentário(s)