THE KILLING – S03E01/02: THE JUNGLE / THAT YOU FEAR THE MOST (SEASON PREMIERE)

Por Camila Menezes

6 de junho de 2013

SPOILERS ABAIXO:
Depois de ter sido cancelada pela AMC, eis que ressurge das cinzas a 3º temporada da saudosa “The Killing”. O responsável pelo resgate foi a Netflix, atitude esta muito digna, porque a série é ótima e nos forneceu cenas muito emocionantes nas 2 temporadas passadas.
Nesta nova etapa, o enredo se passa 1 ano após o encerramento do caso da Rosie Larsen e desta vez o caso girará em torno de um assassino em série. Embora este tema seja bastante abordado em outras tramas, o canal promete tratar o assunto com maior realismo e humanidade. O que não é novidade se tratando de The Killing: é característico da série destacar os conflitos, a humanidade dos personagens (diferencial de outros dramas policiais).

Diferente das temporadas anteriores, dessa vez teremos a resolução do caso em apenas 1 temporada de 12 episódios. A mudança ocorreu devido a reclamação na demora da resolução do assassinato anterior, que aconteceu em 2 temporadas, com o total de 26 episódios. Particularmente não gostei dessa mudança, mas para uma série que estava cancelada, não dá para reclamar muito. 

Com um episódio duplo, TK reestreia resgatando um caso mal solucionado da Sarah. Aos mais esquecidos, vamos relembrar: Nas temporadas anteriores, Sarah citou algumas vezes que trabalhou em um caso, cuja vítima foi assassinada em seu apartamento pelo próprio marido. A criança, filho do casal permaneceu dias junto ao corpo. Sara, ao encontrá-lo, observou que a criança desenhou várias e várias vezes a mesma paisagem: Uma floresta de eucaliptos.
O marido foi preso e condenado, mas Sarah (e seu instinto investigativo) nunca teve plena certeza que havia prendido o verdadeiro culpado. Por questões burocráticas, ninguém deu ouvido às suas desconfianças. A terceira temporada puxa exatamente este gancho. Com a reaparição de assassinatos que se assemelham com este da Sarah, Holder parte do pressuposto que há uma conexão entre os casos.

E aí surge um Holder mais maduro (e mais bem vestido, por sinal), líder de uma investigação. Estava preocupada com o perfil dos personagens, mas fiquei aliviada em ver que, embora mais maduro, Holder continua malandro, cheio de gírias (o que é encantador nele). Mas o que mais me surpreendeu foi ver Sarah sorrir! Tentando começar uma nova vida, Sarah mudou de emprego e conseguiu um namorado. Mas essa felicidade toda logo foi por água abaixo assim que Holder trouxe o passado de Sarah de volta.
Por sinal, acredito que o único motivo pelo qual ela permaneceu em Seattle foi a esperança de voltar a ser investigadora, ainda que ela negasse isso para si mesmo. Só foi Holder atiçar um caso interessante que a Sarah emocionalmente instável reapareceu com força total.

Em resumo geral, a abertura dos assassinatos desta temporada nem chega perto do drama no caso da Rosie Larsen, que nas primeiras cenas já emocionou a todos, até aqueles mais difíceis de chorar. No entanto, The Killing tem uma velocidade particular e estou apostando que cenas dignas de aplausos virão ao longo dos episódios.

Texto de: Camila Menezes - @milocaam
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Veja a promo do próximo episódio:
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