MAJOR CRIMES - S02E02: FALSE PRETENSES

Por Giovanna Garcez

26 de junho de 2013

SPOILERS ABAIXO:
"Querido Rusty, saudações. Tenho acompanhado o caso Phillip Stroh no jornal. Você deve estar sob muita pressão sendo uma testemunha muito importante contra ele.


Pelo lado positivo, ao menos não está mais procurando por travessuras na Sunset Boulevard. Tantos jovens que trabalham nas ruas acabam mortos. Certifique-se de que esteja em paz com o Senhor e ore para que Ele continue perdoando os pecadores como nós, pois nosso destino nem sempre está em nossas mãos. 

Atenciosamente, um velho amigo."

A carta acima, enviada a Vara da Infância e Juventude e endereçada à Rusty pode ser o fator que me referi no final da review passada que irá alterar as peças do tabuleiro do julgamento de Phillip Stroh. E pode até parecer loucura, mas se não fosse pelas imagens que abrem o episódio eu chutaria com certa dose de convicção que a carta foi escrita pela própria DDA Emma Rios. Deixe-me explicar. Ela está disposta a tudo para tirar Rusty da guarda de Raydor, desde o episódio passado, e poderia sim apelar para esse tipo de tática, tocando exatamente no ponto fraco de Rusty, sua "outra vida", quando trabalhava nas ruas.

Mas essa teoria poderia se aplicar também aos advogados de defesa de Stroh, ao próprio Stroh, que foi descartado ao que parece (mas ainda acho cedo) ou ainda, no maior estilo ceita "The Following", algum parceiro de crime de Stroh, agindo a mando ou não dele. Mas quem quer que seja o autor, o objetivo é único: acabar com o testemunho de Rusty. Ou vai que tudo isso é loucura minha, já que o título do episódio foi "falsos pretextos".

De falso por enquanto, ficamos com as relações superficiais de parte da comunidade gay de Los Angeles, vítima de um belo porém perigoso criminoso, daqueles que vão pegando gosto pela coisa, crime após crime, numa escalada que normalmente termina em assassinato, no caso duplo. Toda a história do aplicativo é interessante, pois evidencia um dos problemas trazidos com a tecnologia: as relações superficiais. E ainda o agravante, do blogueiro que não prestou queixa na polícia para não se expor. No final das contas, fica a sensação de que todas as vítimas pediram para que o crime ocorresse, tamanho descuido.

Mas nada foi mais falso do que a dieta do Tenente Flynn, que deixou-se enganar pela moça da loja de produtos naturais que acabou ingerindo mais cafeína do que se tomasse um expresso duplo.

Na contramão de tudo isso, a relação Rusty/Raydor fica cada vez mais verdadeira. É impressionante como mesmo com a falta de grandes demonstrações de afeto entre eles, cada pequeno gesto é cheio de simbolismos. Primeiro, Raydor fez questão de proporcionar a vida que Rusty nunca teve, estudando num lugar de qualidade, dando um carro, enfim, um pouco de liberdade, para fazê-lo ficar. Agora ela é obrigada a fazer o caminho inverso e Rusty cede, cada dia um pouco mais, por que mesmo sem liberdade se sente seguro ao lado de Raydor. O problema será se mesmo após garantir a Rusty que ele ficará com ela, Raydor for obrigada a entregar a sua guarda, afinal, como ficou claro numa das últimas cenas, Rusty está disposto a abrir mão de tudo para continuar com ela. Não consigo ver um cenário no qual ele aceitaria testemunhar sem estar morando com Raydor.

Melhor frase: 
Rusty: "Well, you're asking me, so it sounds like I have a choice?"
Raydor: "That would be misleading."

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