HANNIBAL – S01E09/10: TROU NORMAND / BUFFET FROID

Por Alvaro Luiz Matos

2 de junho de 2013

Por: AlvaroLuizMatos - @AlvaroLuizMatos
SPOILERS ABAIXO:
Hannibal é a maior surpresa do ano em minha opinião. A série não só é bem produzida e roteirizada, ela possui personagens intrigantes, casos interessantes e uma forma linear de apresentar seus episódios.

Dr. Lecter mais uma vez mascara suas atitudes em torno dos casos semanais, se aproveitando da situação para criar distúrbios psicológicos na já afetada cabeça de Will. Colocando na cabeça do nosso personagem principal que ele vem sofrendo de doença mental que pode sim vim há causar impactos nas atitudes do personagem.

Vale identificar que a forma na qual Hannibal procura mexer com a mente de Will é totalmente justificada nos jogos psicológicos do personagem. Com o intuito de estudar a mente e entender as visões de seu oponente, ele procura criar pretextos que possam motivar um possível ataque psicótico em Will fazendo com que ele saia do lugar comum.
E crível entender o quanto a série se preocupa em criar episódios que possuem uma evolução de roteiro em três vertentes diferentes. A primeira, e principal, é a criação de laços entre Hannibal e Will, fazendo com que a história entre os personagens não seja apenas aquela contada nos livros de história, mas também algo palpável e significativo.

A segunda é a questão que envolve o primeiro caso da série, onde os episódios se intercalam e procuram estabelecer uma linha continua na história. E a terceira é o objetivo procedural da série, pois cabe em cada episódio um caso interessante e diferente, dando a série um tom sombrio e misterioso.

Esse clima desenvolvido com muito cuidado por toda a produção da série valoriza todos os conflitos psicológicos existentes na mesma, fazendo com que todos os diálogos sejam importantes e tenham seu objetivo alcançado. Afinal, quem ai não se levanta para prestar a atenção nas conversas dos personagens principais.
Por fim vale lembrar também que nesse episódio podemos entender as alucinações de Will, e com isso teremos também um objetivo a alcançar. O que estou tentando dizer é que toda série precisa criar no espectador uma ansiedade diferente e sem isso o roteiro faz de nós apenas passageiros que assistem a uma viagem. A partir do momento que o roteiro nos faz entender a doença neurológica do personagem, ela também nos tira do cargo de espectador comum e nos faz criar expectativas para a resolução do arco (nos segurando assim para os episódios seguintes).


Fiz questão de escrever esse texto e pedir a Juliane (responsável oficialmente pelas reviews de Hannibal) a liberdade de posta-lo. Espero que tenham gostado e obrigado.

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