BANSHEE – S01E08: WE SHALL LIVE FOREVER

Por Alvaro Luiz Matos

6 de março de 2013

Por: AlvaroLuizMatos - @AlvaroLuizMatos

SPOILERS ABAIXO:
Um pouco de utopia sempre cai bem, principalmente com um episódio muito mais nostálgico do que todos os seus antecessores.

Se pararmos para reparar, a ação até que demorou a começar, pois tivemos um episódio muito mais focado em fatos e desdobramentos do que propriamente na ação. Sinceramente são episódios assim que me motivam.
Esse episódio foi silencioso, quieto, com pouca conversa e muitos fatos acontecendo, essa nostalgia se deve ao desespero que o silêncio causa. É  interessante ver que muitas coisas acontecem enquanto nada se ouve, criando uma atmosfera baseada no drama e na sensação de inconformismo.

A menina sendo expulsa de casa, o marido de Carrie desesperado procurando por provas, Carrie e Hood após o coito, entre outras, são cenas que deram a introdução do episódio toda essa característica citada acima. O que faz crermos que o cerco está próximo de se fechar.

Vamos por partes. Proctor tomou as dores de sua sobrinha e foi até a vila para detonar com seu pai. Faz algum tempo que venho me simpatizando pelo personagem, mesmo quando ele mostra ser perverso. Ele realmente gosta da cidade e por isso mantem seus negócios longe dela, fazendo do lugar sua casa.
Já Rebecca foi logo correndo para os braços de Hood que acabou tendo que se ausentar e perdeu toda a ação da luta entre Carrie e o capanga de seu pai (Olek). É impressionante como até os momentos de ação do episódio tiveram aquele som nostálgico, ouvíamos apenas os socos, as dores e os moveis quebrando.

Durante a briga eu só conseguia pensar que não era possível que o Sugar não tenha escutado nada, afinal ele mora por ali não é? Ou então que Job poderia muito bem aparecer, sei lá, só não achava que Carrie daria conta de lutar com o cara.

Enquanto tudo isso acontecia, Gordon estava destruindo sua casa em busca de provas. Aquele pingente parece representar muito mais a Carrie do que a ele, que ficou tempos e tempos olhando para o colar. Agora que não da para esconder mais nada atrás das cortinas quero muito entender até onde esse relacionamento vai durar.
Enfim, o episódio foi mais uma vez impressionante. Banshee vem se destacando por abordar os fatos de forma eficiente e metricamente fascinante.

Obs. 1: Alguém ai me diz como aquela Deva consegue ser tão feia?

Obs. 2: Só realmente não entendi a incoerência do Proctor. Ele pode ser um criminoso, mas sua sobrinha não pode ser uma “prostituta”. Impressionante.

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