DEXTER – S07E08: ARGENTINA

Por Alvaro Luiz Matos

22 de novembro de 2012

Por: AlvaroLuizMatos - @AlvaroLuizMatos

SPOILERS ABAIXO:
“Não importa o nosso destino, levamos os estragos conosco. Corremos para o nosso lar ou fugimos dele, para nos escondermos onde somos aceitos incondicionalmente. Lugares que nos fazem sentir em casa. Assim podemos ser quem realmente somos”.

Sabe quando agente faz uma limpa no computador? Então, acabei apagando a minha review desse episódio. Por isso a demora. Acabei tendo que reescrevê-la novamente, mas infelizmente nunca fica igual.

Enfim, vou resumir o que eu já havia escrito. Primeiro vale dizer que a única coisa que eu não gostaria nesse momento é ficar ouvindo “casos de família”, pois pouco me importa se a menina usa ou não maconha.

A presença dos filhos do Dexter serviu para que aquela segurança que ele sentia passa-se por uma turbulência e desse a ele ainda mais uma preocupação do como ele fará sua família ficar longe disso tudo.  Issak é hoje seu maior problema, ou pelo menos o mais eminente, sendo assim o confronto direto começa com alguns tiros, passa por Dexter matando alguém que deveria assassinar Issak e termina com ambos sentando no balcão de um bar gay conversando abertamente sobre suas diferenças.

Certamente foi uma das melhores discussões abertas proporcionadas pela série desde seu inicio, tudo vem sendo trabalhado com a honestidade e dessa forma quando Issak e Dexter se mostram tão próximos acaba por parecer irônico que ambos queiram se matar. Naquele momento descobrimos também o que estava por traz da obsessão pessoal de Issak por Dexter, pois Victor era mais do que um amigo, era um amante.

Essa honestidade toda que vem marcando essa temporada também se deu entre Dexter e Deb, aqui as coisas não ficam escondidas por muito tempo e logo que Deb vê as chaves de Hannah ela percebe que Dexter está acobertando aquela mulher. O dialogo dos dois acaba por abordar o amor de Deb por ele e procura da um fim coerente ao assunto sem ter que escondê-lo como se nunca houvesse sido abordado. Prefiro dessa forma, ao invés de agir como um João sem braço e fingir que nada aconteceu.

Sabendo disso os roteiristas criaram um momento que vai além dessa revelação e procura fazer com que Dexter sinta a importância de sua irmã em sua vida e procure valorizar as suas relações. Vale dizer que “Nunca na história desse seriado, tantas pessoas sabem o que Dexter é de verdade”.

Outro ponto crucial para o episódio é a proximidade de La Guerta com o caso BHB, ela parece está indo de encontro com algumas suspeitas antigas sobre Dexter, mas acredito que isso deva estourar apenas no final da temporada, levando essa ligação interessante para o ano seguinte. Prefiro até não criar teorias, já que ainda não temos muitos fatos para discutir.

O que eu realmente gostaria de abordar é o fato de o seriado ter se reinventado. Se no inicio seu diferencial era o simples fato dele ser um assassino e ter a aprovação por fazer isso, durante os anos seguintes o diferencial foi o fato dele se descobrir e aprender com o mundo se poderia ter ou não uma família, se poderia ser ou não aguem normal e ainda se poderia amar, hoje a característica mais marcante na série é a sinceridade e até que ponto essa exposição pode prejudicar Dexter.

O que vemos hoje é a série se encontrando em não esconder fatos simples durante episódios e evitar que os fatos sejam demasiadamente demorados. As coisas vêm acontecendo em ritmo alucinante e de forma coerente, levando assim Dexter para o seu possível final com a corda no pescoço. A calmaria com certeza acabou e daqui a diante acredito que tudo aconteça ainda com mais dinâmica.

A outra review estava um pouco melhor, até porque havia escrito depois de assistir, agora já se fez mais de dois dias e as primeiras impressões acabaram fugindo um pouco. Peço desculpas se a review ficou falha, mas continuem aqui conosco.

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